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Wednesday, July 27, 2011

TJPB ABRE NESTE DIA 28 A QUARTA ETAPA DAS COMEMORAÇÕES DE SEUS 120 ANOS


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UMA PLAQUETTE-LIVRO PARA LER E GUARDAR
Uma das publicações a serem lançadas na solenidade desta quinta-feira é vista acima: a plaquette superilustrada, de 92 páginas, com as informações essenciais sobre o Museu e Cripta de Epitácio Pessoa — e com um resumo da trajetória deste jurisconsulto e estadista paraibano que chegou à Presidência da República há exatos 92 anos, num dia 28 de julho como este[Clique na foto para ampliá-la]  

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UM FOLDER ESPECIAL PARA OS VISITANTES
Por recomendação da Comissão Especial dos 120 Anos do TJPB, a Chefia do Poder Judiciário restaurou e vai reabrir à visitação pública, nesta quinta-feira, o Museu e Cripta de Epitácio Pessoa, no subsolo do Palácio da Justiça. O folder acima foi especialmente idealizado para ser distribuído com os visitantes [Clique na foto para ampliá-la]  

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UM LIVRO SOBRE A... "CEGUEIRA DA JUSTIÇA"
Outra obra a ser lançada na solenidade: um estudo histórico, jurídico e artístico, de autoria do professor doutor Marcílio Franca, Procurador-Geral do Tribunal de Contas do Estado, sobre o tema da Deusa da Justiça vendada, desde a Antiguidade e até a Pós-Modernidade 
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O AUTOR DO LIVRO
Para escrever o livro, o Dr. Marcílio Franca, sobrinho-trineto do Presidente Epitácio Pessoa e também professor de Direito (na UFPB), realizou pesquisas até em vários países da Europa 
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MAIS UM NÚMERO DA REVISTA DO FORO
Mais um número da Revista do Foro, o 127 (em suas versões em papel e em DVD), será lançado durante a cerimônia desta quinta-feira, 28 de julho. A Comissão Especial dos 120 Anos do TJPB atendeu à sugestão do Desembargador-Presidente Abraham Lincoln e compilou, num só DVD, os CDs com as Revistas do Foro dos últimos dez anos, num total de 20 números, já que a publicação — uma das mais antigas em circulação no país — tira dois números ao ano.
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O NÚMERO 5 DO INFORMATIVO JUDICIARIUS
Além do noticiário normal de interesse do Poder Judiciário, o quinto número do informativo Judiciarius, criado pela atual Gestão do TJPB, traz diversas e variadas matérias de cunho histórico, jurídico e cultural, abordando inclusive peças do acervo artístico do Tribunal de Justiça.
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PRESIDINDO A REUNIÃO DESTA QUINTA-FEIRA
O Chefe do Poder Judiciário do Estado, desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos, presidirá a solenidade de abertura da Quarta Etapa das Comemorações em torno da passagem dos 120 anos de instalação oficial do TJPB, ocorrida em 15 de outubro de 1891. As comemorações vão se estender até a primeira quinzena de dezembro próximo.
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TJPB ABRE NESTE DIA 28 A QUARTA ETAPA DAS COMEMORAÇÕES DE SEUS 120 ANOS




Sob a coordenação do desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos, presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, será aberta, nesta quinta-feira, 28 de julho, a Quarta Etapa das Comemorações pelo 120º. aniversário de instalação oficial do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. A solenidade — organizada pela Gerência de Eventos e Cerimonial, da Diretoria de Informação Institucional do TJPB — ocorrerá no Salão Nobre do Palácio da Justiça, a partir das 17 h.

Conta-se com a presença de todos os desembargadores integrantes do Tribunal Pleno e de muitas outras autoridades, a exemplo de juízes, advogados, promotores e procuradores de Justiça, professores e estudantes de Direito, convidados especiais e o público em geral.

Mesa dos Trabalhos
Entre outras personalidades dos meios jurídicos, sociais, civis, militares e eclesiásticos, a Mesa dos Trabalhos desta cerimônia será integrada pelo Chefe do Poder Judiciário; pelo desembargador Leôncio Teixeira Câmara (vice-presidente do TJPB); pelo desembargador Nilo Luís Ramalho Vieira (corregedor-geral de Justiça); e pelo desembargador Marcus Cavalcanti de Albuquerque (presidente da Comissão Especial dos 120 Anos de instalação da mais alta Corte de Justiça do Estado).

O desembargador Marcos Cavalcanti, igualmente por escolha da Chefia do Poder Judiciário, também preside a Comissão Permanente de Divulgação e Jurisprudência, responsável pela edição da Revista do Foro.
       
Tecnologia & Memória
Inicia-se a solenidade com breve pronunciamento do desembargador-presidente Abraham Lincoln. Destacará o Chefe do Poder Judiciário, entre outros itens (como a virtualização do processo judicial e a informatização de todo o Judiciário estadual), o desejável entrosamento que o TJPB tem conseguido realizar, ultimamente, entre as mais avançadas conquistas tecnológicas e a preservação da memória do Judiciário paraibano.

Em mais uma prova concreta de tudo isto, será exibido logo em seguida um vídeo especial, produzido pelo Núcleo de TV do Tribunal, setor esse pertencente à Gerência de Comunicação, por sua vez vinculada à Diretoria de Informação Institucional.

Memorial Virtual do Judiciário Paraibano
Simultaneamente, o responsável pelo Núcleo de TV, videomaker Pedro Medeiros Dantas, apresentará ao público as novas técnicas de fotografia/cinematografia em 360 graus.

Este novo e impressionante avanço tecnológico no campo do tratamento de imagens e vídeos passa de imediato a integrar o acervo do Memorial Virtual do Judiciário Paraibano [http://memorialvirtual.tjpb.jus.br], juntamente com três novos minidocumentários produzidos sobre 1) a Sala de Sessões do Tribunal Pleno; 2) o Salão Nobre do Palácio da Justiça; e 3) o Museu e Cripta de Epitácio Pessoa.

O Memorial Virtual do Judiciário Paraibano foi oficialmente instituído e inaugurado pelo desembargador-presidente Abraham Lincoln, na Internet, em 26 de maio passado, quando da abertura da Terceira Etapa das Comemorações pelos 120 anos do TJPB. Tratou-se de uma recomendação à Mesa Diretora feita pela Comissão Especial, que se encarregou da implementação do Memorial Virtual, em colaboração com a Diretoria de Tecnologia da Informação.

Museu & Cripta de Epitácio Pessoa
Outra atração, na cerimônia desta quinta-feira, 28 de julho, será a reabertura oficial à visitação pública do Museu e Cripta de Epitácio Pessoa, ambiente localizado no subsolo do Palácio da Justiça e que acaba de ser totalmente restaurado pela Gestão da Mesa Diretora do TJPB para o Biênio 2011-2013.

É no Museu e Cripta que se acham inumados os restos mortais do jurisconsulto paraibano Epitácio Pessoa e de sua esposa, Dona Mary de Manso Sayão Pessoa. Além disto, aí se encontrarem, também, objetos pessoais e outras peças históricas que pertenceram ao ilustre casal. Na solenidade, será distribuído um folder especial sobre o Museu e Cripta. E este folder ficará permanentemente, no local, à disposição dos visitantes.

Concluída a solenidade desta quinta-feira, o Museu e Cripta de Epitácio Pessoa será visitado pelas autoridades interessadas em conhecer mais este espaço histórico existente no Palácio da Justiça.

Conferência & Epitácio
Outro ponto alto da solenidade desta quinta-feira será a conferência do Dr. Marcílio Toscano Franca Filho sobre o eminente jurista e estadista Epitácio Pessoa, que, num dia 28 de julho como este, há exatos 92 anos, assumia a Presidência da República.

Aliás, foi Epitácio o único paraibano, até hoje, a se alçar à mais alta Magistratura do país, tendo servido em altos cargos aos Três Poderes: Legislativo (deputado federal e senador da República, por repetidas vezes), Judiciário (ministro do STF) e Executivo (Ministro da Justiça e de outras Pastas, além de Presidente da República).

Livro & Judiciarius
Ao final de sua palestra, o Dr. Marcílio Franca estará também lançando seu mais novo livro, A cegueira da Justiça [pela editora Fabris, do Rio Grande do Sul]. A obra será apresentada pelo desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, presidente da Comissão Especial de Alto Nível para os 120 anos do TJPB.

Circulará nesta solenidade o número 5 do informativo Judiciarius, órgão oficial de divulgação do Poder Judiciário paraibano. Traz, entre muitas outras matérias de interesse do TJPB, outros importantes textos e ilustrações sobre a presença deste tema, a imagem da Justiça vendada, ao longo da História Mundial das Artes.
       
Revista do Foro
        Ainda na solenidade deste 28 de julho, será lançado, pela Presidência da Mesa Diretora para o Biênio 2011-2013, o número 127 da Revista do Foro, em seus formatos em papel e em DVD (versão digital) — e não mais em CD, como vinha ocorrendo. É que, quando da gestão do atual desembargador-presidente Abraham Lincoln, como presidente da Comissão Permanente de Divulgação e Jurisprudência (responsável pela edição desta que é uma das mais antigas publicações brasileiras), ele idealizou reunir todas as edições da Revista em CD num só DVD, para facilitar seu manuseio pelos usuários de computadores.

Mas, tendo que encerrar sua gestão (por cinco vezes consecutivas) como presidente dessa Comissão de Divulgação e Jurisprudência, a fim de assumir a Corregedoria-Geral de Justiça na Administração do desembargador-presidente Luiz Sílvio Ramalho Júnior (Biênio 2009-2011), o desembargador Abraham Lincoln não pôde concretizar este projeto, agora retomado e concluído por seu sucessor na presidência da referida Comissão, o desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque.

Desembargador Fred
Outros projetos, ainda mais avançados, serão brevemente anunciados, com referência às edições digitais da Revista do Foro.

Quem apresentará o número 127 da Revista, em papel e DVD, durante a solenidade desta quinta-feira, será o desembargador Fred Coutinho [Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho], que também integra a Comissão Permanente de Divulgação e Jurisprudência do TJPB.

Encerrada a solenidade, haverá, como já informado, uma visita dos interessados ao Museu e Cripta de Epitácio Pessoa, no subsolo do Palácio da Justiça.

Plaquette Especial
Durante a mesma cerimônia, também será distribuída uma plaquette especialmente produzida para esta ocasião, com 92 páginas fartamente ilustradas, sob o título de Restauração e reabertura do Museu & Cripta de Epitácio Pessoa.

De autoria do editor Evandro da Nóbrega, assessor da Presidência do Tribunal, editor do informativo Judiciarius e integrante da Comissão Especial dos 120 Anos, esta nova publicação das Edições do TJPB, na Coleção “Memória do Judiciário Paraibano”, se constitui não numa plaquette propriamente dita — mas num autêntico livro, para ser lido e guardado na estante, com vistas a futuras referências. Isto porque apresenta, sob enfoque diferente e original, inclusive sob o ponto de vista da História Literária, os mais significativos momentos da trajetória do grande brasileiro Epitácio Pessoa.

Comissão Especial
Estarão presentes à cerimônia, ainda, os demais integrantes da Comissão Especial de Alto Nível para os 120 Anos do Tribunal de Justiça da Paraíba, que são, além do desembargador Marcos Cavalcanti (seu presidente):
*os desembargadores Arnóbio Alves Teodósio, José Ricardo Porto, Maria das Neves do Egito Duda Ferreira, João Alves da Silva e Romero Marcelo da Fonseca Oliveira;
*o Dr. Márcio Roberto Soares Ferreira;
*o Dr. Itapuan Botto Targino, diretor de Informação Institucional do TJPB;
*o editor, jornalista e escritor Evandro da Nóbrega, da Assessoria da Presidência do TJPB;
*o historiador e juiz aposentado Humberto Cavalcanti de Mello, do IHGP (Instituto Histórico e Geográfico Paraibano); e
*o arquiteto Umbelino Peregrino de Albuquerque, superintendente, na Paraíba, do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

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Sunday, May 08, 2011

GUILHERME D'AVILA LINS, IHGB & MEMORIAL VIRTUAL DO JUDICIÁRIO PARAIBANO

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O PRESIDENTE DO IHGB
O professor e historiador Arno Wehling, internacionalmente conhecido por suas produções historiográficas no Brasil e em Portugal, é presidente do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) e fez o discurso de saudação ao novo Sócio Correspondente Brasileiro da instituição, o Dr. Guilherme Gomes da Silveira d'Avila Lins.

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O NOVEL SÓCIO CORRESPONDENTE BRASILEIRO
O médico, escritor, multiacadêmico e historiador Guilherme Gomes da Silveira d'Avila Lins, novo integrante do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro), como Sócio Correspondente, tomou posse apresentando trabalho original sobre o religioso, missionário e historiador Frei Vicente do Salvador.

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QUEM VAI INSTITUIR O MEMORIAL VIRTUAL
O desembargador-presidente Abraham Lincoln da Cunha Ramos, que assina Ato da Presidência do TJPB, no próximo dia 26 de maio de 2011, instituindo oficialmente o Memorial Virtual do Judiciário Paraibano, como parte das comemorações pelo transcurso, neste ano, do centésimo-vigésimo aniversário de instalação do Superior Tribunal de Justiça do Estado do Parahyba do Norte, hoje Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, depois de já ter sido chamado, na Ditadura varguista, de Tribunal de Apelação.

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O AUTOR DA IDÉIA DO MEMORIAL VIRTUAL
O desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, presidente da Comissão Especial de Alto Nível para os 120 Anos do TJPB e autor da idéia do Memorial Virtual do Judiciário Paraibano

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SOBRE O DR. GUILHERME D’AVILA LINS NO IHGB — E SOBRE O MEMORIAL VIRTUAL DO JUDICIÁRIO PARAIBANO


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Evandro da Nóbrega
escritor, jornalista, editor
[druzz.judiciario@gmail.com]

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Este artigo é reproduzido, entre outros, pelos seguintes URLs:

- Blog Cultural EL THEATRO, de Elpídio Navarro:

- Portal PS OnLine, de Paulo Santos:

- Portal Literário RECANTO DAS LETRAS:

- Blog DRUZZ ON LINE, de Evandro da Nóbrega:

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Era para ter eu divulgado (há semanas!) este anúncio sobre mais uma grande conquista do Dr. Guilherme Gomes da Silveira d'Avila Lins. Logo adiante, neste texto, Vocês saberão do que se trata. E vou vou logo adiantando: é coisa boa! Tanto que era de minha obrigação minha, enquanto comunicador, divulgar o quanto antes a boa-nova — o que deveria ter feito desde fins do mês passado.
Mas foi tão urgente e pesada a tarefa de elaborar um Projeto de Conteúdo para o Memorial Virtual do Judiciário Paraibano — a ser lançado ainda este mês pelo desembargador-presidente Abraham Lincoln da Cunha Ramos, do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba — que fiquei absolutamente sem tempo e em grave falta para com meu amigo Guilherme.
ANTES, O “MEMORIAL”
Já que falei sobre o Memorial Virtual do Judiciário Paraibano — outra significativa realização da Presidência da Mesa Diretora do TJPB para o Biênio 2011-2013, no âmbito do Poder Judiciário estadual —, não seria agora de bom tom deixar o leitor nas nuvens, sem entender a referência.
Que se aprofunde, pois, este assunto — antes de retornamos a Guilherme, o conquistador... de láureas e que, como sabem, descende diretamente de duas cepas fundadoras da Parahyba: os Gomes da Silveira e os d'Avila Lins.
A REVISTA DO FORO
A idéia de se disponibilizar on line um Memorial Virtual do Judiciário Paraibano foi do desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, presidente da Comissão Especial de Alto Nível para as comemorações dos 120 anos de instalação oficial do TJPB. É o desembargador Marcos também escritor, historiador; pertence ao IHGP; já criou Memoriais digitais e físicos (inclusive no TRE-PB); e, dentre muitas outras de que participa ou que lidera, preside a Comissão (Permanente) de Divulgação e Jurisprudência do TJPB — por cinco vezes consecutivas dirigida pelo atual desembargador-presidente Abraham Lincoln.
Quando assumiu a Chefia do Poder Judiciário, em fevereiro passado, o desembargador Abraham Lincoln fez questão de escolher o desembargador Marcos Cavalcanti para presidir essa Comissão de Divulgação e Jurisprudência do TJPB — a mesma que, ainda no corrente ano, vai lançar número especial e histórico da Revista do Foro, comemorativa dos 120 anos, contendo artigos jurídicos de todos os atuais desembargadores, isto é, aqueles que integram o Pleno no ano em que o Tribunal completa seu centésimo-vigésimo aniversário de instalação oficial.
PROJETO DO MEMORIAL
Já a Comissão Especial, instituída pelo atual Chefe do Poder Judiciário, tem 11 membros — e, obviamente, sou o mais apagado deles. Ainda assim, o desembargador Marcos Cavalcanti, juntamente com os demais integrantes da Comissão Especial, me entregou a formidanda tarefa de elaborar, e isto em poucos dias, o Projeto de Conteúdo do Memorial Virtual do Judiciário Paraibano.
O Projeto Gráfico respectivo ficou com o notável designer visual Mílton Nóbrega, ao passo que o Projeto Técnico coube ao supercompetente analista de sistemas João Paulo Fechine Sette (que, de forma algo óbvia e hiperfácil, logo apelidei de “O Papa João Paulo Sétimo... da Informática”). Ele representa, na Equipe do Memorial, a Diretoria de Tecnologia da Informação do TJPB, por designação de seu Diretor, o Dr. José Augusto de Oliveira Neto.
A SOMA DOS PROJETOS
Juntando os três Projetos (o de Conteúdo, o Gráfico e o Técnico) é que teremos o Memorial Virtual do Judiciário Paraibano — uma espécie de Museu on line que levará aos internautas os tesouros jurídicos, literários, históricos, artísticos, arquitetônicos e culturais, no sentido mais amplo, reunidos pela Magistratura paraibana nesses 120 anos de existência daquilo que se iniciou como Superior Tribunal de Justiça do Estado do Parahyba do Norte e que hoje constitui o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.
    O Projeto de Conteúdo que, felizmente, logrei concluir em duas semanas, já foi apresentado à Comissão Especial e a seu Presidente, o desembargador Marcos. Os dignos integrantes da Comissão aprovaram toda esta fase inicial de um trabalho que nunca se acaba — o de municiar com dados, textos, fotos, vídeos etc um espaço nobre da Web, capaz de trazer Conhecimento e lazer aos mais diversos gêneros de visitantes digitais.
    COMISSÃO ESPECIAL
    A Comissão Especial de Alto Nível para os 120 Anos do TJPB, instituída pelo desembargador-presidente Abraham Lincoln, tem como presidente o desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque e é integrada pelos seguintes membros igualmente ilustres: os desembargadores Arnóbio Alves Teodósio e José Ricardo Porto (titulares), além dos membros suplentes (a desembargadora Maria das Neves do Egito de Araújo Duda Ferreira e os desembargadores João Alves da Silva e Romero Marcelo da Fonseca Oliveira).
Os demais integrantes dela são o Dr. Márcio Roberto Soares Ferreira, com quase 45 anos de experiência no Judiciário; o historiador e escritor Itapuan Botto Targino, também do IHGP e atual Diretor de Informação Institucional do TJPB, com vasta experiência no serviço público; o historiador Humberto Cavalcanti de Mello, juiz de Direito aposentado e membro do IHGP, com acatadas obras históricas, inclusive na área do Judiciário; o Dr. Umbelino Peregrino de Albuquerque, dirigente local do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional); e, por último (e em último lugar mesmo) o escriba que vos tecla.
VOLTANDO A GUILHERME
E agora, o degas aqui (que, desde que se entende por gente, acostumou-se a trabalhar 72 horas ao dia!), arranja meia hora de folga para escrever um pouco sobre as últimas informações sobre Guilherme Gomes da Silveira d'Avila Lins.
O Dr. Guilherme — que, como médico, se aposentou da UFPB com o título de Professor Emérito — é considerado, na tocante à Historiografia, outra de suas múltiplas áreas de atividades, um dos maiores especialistas internacionais em História Colonial. E aviso logo: não é só História Colonial do Brasil, não!.
OOSFOROS... O QUÊ?
Tem a vantagem o Dr. Guilherme de, em sendo médico, entender de coisas abstrusas para o comum dos mortais, como ooforossalpingectomia e esternoclidomastoídeo; e, sendo historiador, de compreender temas para nós mais amenos, como Heródoto, Tucídides, Políbio, Antonil, Gândavo, Thévet, Barlaeus, Teschauer, Varnhagen, Southey, Serafim Leite, Studart, Rocha Pombo, Pedro Calmon — sem desconhecer os especialistas de hoje, a turma nova que chegou para... "causar", com licença para este neologismo semântico dos jovens.
Quando os excelentes historiadores holandeses da atualidade querem destrinchar alguma dúvida séria, lá deles, em torno do Brasil Holandês, quem é que procuram? Uma das pessoas que primeiro buscam ouvir, no Nordeste, é o Dr. Guilherme. E pensar que ele ainda tem tempo para se movimentar, ativa e produtivamente, em entidades como o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, a Academia Paraibana de Letras e a Academia Paraibana de Medicina, para citar apenas três subidas instâncias de sua alta prosopopéia.
     SÓCIO CORRESPONDENTE
E aí chega a hora de vos anunciar a notícia sobre o Dr. Guilherme, que era para ter sido dada há semanas. De qualquer sorte, ainda dá tempo proclamar em alto e bom som ele acaba de receber, neste dia 4 de maio de 2011, no Rio de Janeiro, o título de Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Deu-se a eleição do Dr. Guilherme, por unanimidade, a 15 de dezembro do ano passado. Ele não sabia de nada, mas o próprio presidente do IHGB, o notável historiador Arno Wehling, lhe telefonou, como direi, “pessoalmente”, para transmitir a boa-nova. Outra notícia supimpa: Wehling prontificou-se a fazer o discurso de saudação quando da posse do recém-eleito associado, em data imediatamente marcada para aquele dia 4.
CATEGORIAS DE SÓCIOS
Os sócios do IHGB, sempre eleitos pela Assembléia Geral, integram uma das seguintes categorias: Eméritos, Titulares, Honorários, Correspondentes Brasileiros, Correspondentes Estrangeiros e, por fim, os Sócios Institucionais.
Não são muitos os Sócios Correspondentes Brasileiros do IHGB. Eles existem sempre em número limitado. Além de Guilherme d’Avila Lins, contam-se, entre os atuais, figuras como Cruz Gouvêa, Vamireh Chacon, Mello Bittencourt, Aziz Ab'Saber, Leonardo Dantas, Moniz Bandeira, Mendonça Teles, Marco Maciel, Douglas Apratto, Lilia Moritz Schwarcz, Reinaldo José Carneiro Leão, Laura de Mello e Souza — e outros paraibanos, Alberto Martins da Silva (médico, general e historiador, autor, em 2009, da obra Médicos militares paraibanos: Século XIX) e José Octávio de Arruda Mello.
JUSTIÇA NA COLÔNIA
    Em resumo: a informação sobre a escolha do Dr. Guilherme para ocupar esta invejável posição lhe fora comunicada pelo dirigente máximo do IHGB — um escritor bem conhecido pela excelência de suas pesquisas históricas e pelo rigor acadêmico de suas obras. Tem o professor Arno Wehling, com atuação no Brasil e em Portugal, mais de 100 trabalhos publicados. Dentre esses, particularmente destaco 1) Direito e Justiça no Brasil Colonial, sobre o Tribunal da Relação do Rio de Janeiro; e 2) Formação do Brasil Colonial, em colaboração com a Dra. Maria José Wehling, sua esposa.
    Por falar no professor Arno, fiquei desde sempre mui desejoso de ler outros trabalhos dele, aos quais ainda não tive acesso, como é o caso de “O ofício de julgar no Brasil Colonial” — e tenho certeza de que, agora, por intermédio do amigo comum Guilherme d’Ávila Lins, isto será uma mão na roda. Como ainda tenho fé em que haverei de ler, um dia, a obra de outro Sócio correspondente do IHGB, Douglas Apratto Tenório, que, com Cármen Lúcia Dantas, escreveu algo que é bom a partir mesmo do título: Rio São Francisco, um ninho de culturas. 
    UM NOVEL TRABALHO
Desta forma é que o Dr. Guilherme seguiu para o Rio de Janeiro a fim de receber a consagração dos iagagebianos. Viajou com a esposa (a Dra. Rita Maria Cury d’Avila Lins, paranaense nascida em Ponta Grossa, também médica e psicanalista, filiada à IPA - International Psychoanalytical Association) e com o filho Eduardo Cury d’Avila Lins, formado em Jornalismo pela Universidade Anhembi-Morumbi, de São Paulo, com curso de Redação Publicitária pela Miami Ad School ESPM, também paulista. Guilherme tomou posse, recebeu o título e compreendeu que esta outra fase de sua vida significa também novas tarefas e novas canseiras, novos estudos e novas produções. Quando regressar a João Pessoa, depois de passagem de descanso por São Paulo, já trará na maleta o diploma de Sócio Correspondente do IHGB.
Mas não pensem que ele, Guilherme, foi ao Rio de Janeiro de mãos abanando, apenas para receber o pergaminho. Não é assim que a coisa funciona, não! O incansável médico-historiador, autor de mais de 60 títulos imperdíveis, leu para os sábios do IHGB sua última produção no campo da História: Frei Vicente de Salvador, O.F.M. - Um breve ensaio biobibliográfico e historiográfico.
DISCURSO DE RECEPÇÃO
     A edição desta obra de 50 páginas em letra pequena saiu, aliás, no Rio de Janeiro, pelo próprio Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Contém, tal qual se lê no colofão, "o discurso de posse de Guilherme Gomes da Silveira d'Ávila Lins como Sócio correspondente do IHGB, proferido em sua sede na Cidade do Rio de Janeiro, em sessão solene em que o Professor Doutor Arno Wehling, Presidente desta Instituição, pronunciou o Discurso de Recepção ao empossado".
Fui uma das poucas pessoas que tiveram a oportunidade de compulsar, de antemão, este novel trabalho do Dr. Guilherme d'Avila Lins. É um daqueles pequenos livros que Você termina de ler — e vem aquela vontade de começar a ler tudo de novo, desde o começo.
MÉDICO & HISTORIADOR
Por tudo isto é que o Dr. Guilherme disse certa vez, de si mesmo: "Sou um devoto de Asclépio [N. da R.: Asklépios em grego, Esculapius em latim] e discípulo dos princípios de Hipócrates, mas também um reverenciador de Heródoto e de Políbio, pelo fato de ser um profissional da Medicina, mas também um amante de nossa História". E, agora, no discurso de posse ante o IHGB, falando não apenas para si, mas para todos os integrantes da entidade, pôde complementar:
"Na verdade, esta minha condição de médico e, também, em paralelo, de um dedicado estudioso de nossa História há mais de quatro décadas, me enche de alegrias e de responsabilidades, não somente diante dos respeitáveis membros desta Casa, bem como frente à efetiva participação de vários outros devotos de Asclépio na História da História do Brasil".
CIÊNCIA & HUMANIDADES
— Pertenço a uma geração — assinala ele, ainda — em que a Cultura humanística era plenamente compatível, por exemplo, com o pendor para a Medicina. Além disso, no desenvolvimento da minha cosmovisão e no meu universo cultural sempre transitaram, sem qualquer restrição e com muito respeito, inúmeros homens de Letras, assim como muitos médicos que também se dedicaram aos estudos históricos. Dentre esses últimos, salientarei a partir de agora apenas uns poucos dos mais significativos no contexto nacional.
E seguiu em vante citando vários bons médicos que igualmente foram historiadores de escol — “apenas uns poucos dos mais significativos no contexto nacional”: o paraibano Cândido Firmino de Mello Leitão (Júnior, médico, zoólogo e aracnólogo de renome internacional); o carioca Hélio (Ribeiro da) Silva; os gaúchos Joaquim Caetano da Silva e Benjamin Franklin de Ramiz Galvão; o alagoano Alexandre José de Mello Moraes (Sênior); os baianos Augusto Victorino Alves Sacramento Blake, Manuel Augusto Pirajá da Silva e Edgard de Cerqueira Falcão; o maranhense Antônio Henrique Leal; o cearense Guilherme Chambly Studart (Barão de Studart); estrangeiros atuantes no Brasil, como o luso (alentejano) Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara e os neerlando-germânicos Servaes Carpentier, Willem Pies (Guilherme Piso) e Georg Marcgrave, estes dois últimos autores da Historia Naturalis Brasiliae (1648).  
     HERÓDOTO BRASILEIRO
Mas a tônica desta mais recente obra de d'Avila Lins é a História do Brasil de Frei Vicente do Salvador, o Heródoto brasileiro. Uma de suas conclusões a propósito dessa História é muitíssimo interessante e deve ser citada na íntegra, para o perfeito entendimento do leitor:
“[...] o fato é que, estando [Frei Vicente do Salvador] então em Pernambuco, somente a partir do segundo semestre de 1603 (ou pouco mais tarde) [é que] o ‘Heródoto brasileiro’ foi para a Paraíba, onde missionou índios numa época de grande carência de religiosos nessa terra. É preciso, pois, lembrar que, por ocasião da conquista da Paraíba, em 1585, o baiano de Matoim, Vicente Rodrigues Palha, futuro clérigo secular e futuro Frei Vicente de Salvador, O.F.M. [N. R.: Em tempo, do latim, Ordo Fratrum Minorum; em português, Ordem dos Frades Menores, isto é, a Ordem dos Frades Menores, igualmente conhecida por Ordem dos Franciscanos ou Ordem Franciscana, vale dizer, a ordem religiosa fundada por são Francisco de Assis], era um mancebo de aproximadamente 21 anos, estudante na Universidade de Coimbra e que sequer havia atingido a maioridade legal do seu tempo”.
O SUMÁRIO DAS ARMADAS
E prossegue Guilherme Gomes da Silveira d’Avila Lins nos repassando um pouco de seu vasto conhecimento da História Colonial (e sou todo ouvidos!):
— No que diz respeito à Paraíba, com base em elementos bastantes confiáveis, pode-se afirmar atualmente que foi mediante a experiência pessoal do “Heródoto brasileiro” nessa terra, durante o período em que lá residiu (1603-1606) e, principalmente, foi através do texto jesuítico do Sumário das Armadas, a protocrônica da Paraíba, cujo manuscrito ele teve à vista graças às boas relações que conservou com seus antigos mestres da Companhia de Jesus (como bem argumentou Capistrano de Abreu) e, ademais, foi graças às consultas que o nosso franciscano baiano [Frei Vicente do Salvador] deve ter feito noutra fonte documental (até hoje desconhecida, porém percebida pelo mestre cearense [Capistrano, nascido em Maranguape, CE], rotulada genericamente por ele de Chronica pernambucana primordial), enfim, foi dessa maneira que Frei Vicente do Salvador, O.F.M., conseguiu versar tão largamente e com tanta familiaridade sobre aquela antiga Capitania [a da Paraíba] na sua História do Brasil.
OS GRAVETOS DE HISTÓRIA
Guilherme d’Avila Lins diz a mesma coisa noutras palavras:
“[...] como já afirmei antes nos meus Gravetos de História... (uma alentada crítica de atribuição do Sumário das Armadas, ainda inédita), ‘Na verdade não há um só capítulo do Sumário das Armadas, cujo texto não tenha sido aproveitado, ao menos em parte, na redação da História do Brasil do franciscano baiano [Frei Vicente do Salvador]. Em face de tudo isso, pode-se também dizer que a Paraíba foi extremamente bem aquinhoada pelo ‘Heródoto brasileiro’ na sua História do Brasil”.
    ABEBERANDO-SE NO SUMÁRIO
    O superatilado historiador que é o Dr. Guilherme (leu tudo o que vale a pena, sobre isto, e nos respectivos originais!) vai além:
    — Para se confirmar o aproveitamento do Sumário das Armadas pelo franciscano baiano [Frei Vicente do Salvador] na sua História do Brasil, basta que se consulte, no seu Livro Terceiro, o Capítulo Vigésimo-Segundo; o Capítulo Vigésimo-Terceiro e o Capítulo Vigésimo-Quarto. Ademais, o aproveitamento do Sumário das Armadas no Livro Quarto da obra do “Heródoto brasileiro” vai desde o Capítulo Terceiro até o Capítulo Décimo-Sexto (inclusive), porém não até o Capítulo Décimo-Quinto, como afirmou Capistrano de Abreu.
    A HISTÓRIA E O SUMÁRIO
   Disto resulta, como bem anota Guilherme d’Avila Lins, “um detalhe que merece registro. Diante de um aproveitamento tão abrangente como este e também considerando-se que a História do Brasil de Frei Vicente do Salvador, O.F.M., é sem dúvida uma obra muito mais conhecida e muito mais difundida que o Sumário das Armadas, fica bastante compreensível o fato de que os autores hodiernos, versando sobre a História Colonial da Paraíba, remetem seu leitor, com muito maior frequência, à obra em tela do ‘Heródoto brasileiro’ do que o fazem em relação ao Sumário das Armadas”.
— É preciso admitir, entretanto, que, na maioria de tais situações, a fonte primária dessas notícias é aquele crônica jesuítica anônima — conclui o médico-historiador.
O IHGB E O IHGP
Encerro por aqui as citações, mas remeto o leitor a esta nova obra de Guilherme d’Avila Lins, Frei Vicente do Salvador, O.F.M. – Um breve ensaio biobibliográfico e historiográfico. Por estas e muitas outras é que se alçou ele à condição de Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Como Vocês sabem, o IHGB, de acordo com os objetivos estabelecidos ainda em 1838, no Artigo 1º. de seu Estatuto, existe primacialmente para “coligir, metodizar, publicar ou arquivar os documentos necessários para a História e a Geografia do Brasil” — âmbitos de interesses de há muito alargados para abarcar as demais Ciências Sociais.
HONRA PARA O AUTOR
Respeitando “os preceitos de correspondência com as demais associações congêneres do Mundo”, o IHGB passou desde seus primórdios a estimular a criação de entidades análogas nas então Províncias (do Império do Brasil) e depois Estados (com o advento da República). Nosso IHGP - Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, por exemplo, surgiu em 1905, vindo bem depois os Institutos Históricos de Campina Grande, Patos, Solânea...
Confesso: é, para mim, motivo de superior orgulho poder ostentar logo após meu humilde nome, no frontispício de livros de minha canhestra lavra: “Fulano de Tal [, (vírgula)] do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano”.
A REVISTA DO IHGB
Além de tudo quanto tem realizado em prol da Cultura nacional, tratou sempre o IHGB de outra coisa essencial aos estudiosos: a publicação, desde 1839, da respeitabilíssima Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Sua denominação se veio modificando ligeiramente ao longo das décadas, mas que mantém a mesma linha editorial dos fundadores.
Como lembra o próprio IHGB, esta Revista trimestral é “uma das mais longevas publicações especializadas do Mundo ocidental”, destinando-se “a divulgar a produção do corpo social do Instituto, bem como contribuições de historiadores, geógrafos, antropólogos, sociólogos, arquitetos, etnólogos, arqueólogos, museólogos e documentalistas de um modo geral”.
COMPLETA, NA INTERNET!
O último número da Revista do IHGB, a cada ano, é reservado ao registro da vida acadêmica do Instituto e demais atividades institucionais.
Mas nunca seremos suficientemente gratos ao IHGB e à Internet por nos haverem possibilitado ler todo e qualquer número, seja do século XIX, seja dos séculos XX e XXI, da inteira coleção da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (a célebre R.IHGB das bibliografias e notas de referência), a partir do simples e quase diria prosaico toque do mouse no endereço on line www.ihgb.org.br/rihgb.php. Seus exemplares de papel podem ser também perfeitamente adquiridos pela Rede Mundial de Computadores, graças aos meus eletrônicos, inclusive pelo e-mail revista@ihgb.org.br.
     NA BIBLIOTECA DO IHGB
Conhecendo o Dr. Guilherme, como conheço, sei que, dirigindo-se novamente à sede do IHGB (um de seus endereços preferidos no Rio de Janeiro, onde estudou desde na adolescência), não deixará de ir mais uma vez, e seguidamente, a um dos maiores e melhores acervos históricos nacionais: a soberba Biblioteca do Instituto — aquela Biblioteca que se veio formando avassaladora e amazonicamente a partir de 1838, quando da criação da própria instituição, inspirada por e sob a proteção do Imperador. Ou, mais propriamente, “debaixo da immediata protecção de Sua Alteza Imperial, o Senhor Dom Pedro II”.
Ali, na vetusta Biblioteca, tirante o inipresente espírito desse Alcântara, encontrar-se-á com os de Thereza Christina, Spix e Martius, com os acervos do Visconde do Uruguai, Silva Araújo, Guilherme Schubert, Handelmann, Barreiros, Burchell... Mas sobretudo topar-se-á com a “Brasiliana” completíssima em seus 387 volumes, afora os 207 dos “Documentos Brasileiros” da velha Livraria José Olympio Editora, para não falar das coleções de Anais do próprio IHGB.
OS “AMIGOS” DO PRIMO
O saudoso primo José Urquiza da Nóbrega dizia: "Puxa, toda vez que lanço um livro, arranjo 20 inimigos gratuitos". Gente havia, de fato, que se tomava flagrantemente de inveja pelo talentoso parente!
Mas, bem ao contrário dos irracionais desafetos de Urquiza, fico muito feliz com as conquistas de todos os que se esforçam, estudam, labutam, dão duro para obtê-las  — inclusive com as proezas intelectuais e espirituais do Dr. Guilherme. Feliz por ele, por mim mesmo, pela Paraíba, como todos Vocês.

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