Friday, August 30, 2019

DUPLA RENÚNCIA NO IHGP



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O Dr. Guilherme Gomes da Silveira d’Avila Lins, médico, professor, historiador, escritor, acadêmico e um dos maiores especialistas internacionais em História Colonial, que vem de renunciar ao direito de disputar a reeleição para a Presidência do IHGP, tendo ainda renunciado ao próprio cargo presidencial que exercia. [Clique na foto para vê-la ampliada]
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O Dr. Joaquim Osterne Carneiro, engenheiro-agrônomo, escritor, memorialista e historiador , que renunciou ao direito de disputar a reeleição para a Vice-Presidência do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, tendo ainda renunciado ao próprio cargo vice-presidencial que exercia, como eventual substituto do Dr. Guilherme. [Clique na foto para vê-la ampliada]

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A sede do IHGP, no centro da cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. [Clique na foto para vê-la ampliada]

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O brasão d'armas (ou escudo) do IHGP. [Clique na foto para vê-la ampliada]

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O Auditório Humberto Nóbrega, no andar superior do prédio do IHGP. [Clique na foto para vê-la ampliada]
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PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE DO IHGP RENUNCIAM PARA EVITAR UMA ESPÉCIE DE DISPUTA POLÍTICA NA MAIS ANTIGA INSTITUIÇÃO CULTURAL EM ATIVIDADE CONTÍNUA NA PARAÍBA

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por Evandro da Nóbrega,
escritor, jornalista, editor, filólogo, historiador, sócio efetivo
do IHGP - Instituto Histórico e Geográfico Paraibano
[druzzevandro@gmail.com]

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Continua a repercutir intensamente, em todos os meios sociais, em especial nos setores cultural, artístico e intelectual, a dupla renúncia recém-ocorrida no âmbito do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Aliás, não se tratou apenas de uma “dupla renúncia”, como se vai agora explicar. Ocorre que o presidente do IHGP, historiador, médico e escritor Guilherme Gomes da Silveira d’Avila Lins, acaba de renunciar ao cargo que vinha exercendo há cerca de três anos à frente da mais antiga instituição cultural em atividade contínua no Estado - e, consequentemente, também decidiu não mais disputar a reeleição para um novo mandato.
Horas depois, o vice-presidente do mesmo IHGP, historiador e engenheiro-agrônomo Joaquim Osterne Carneiro não só renunciou a seu cargo de eventual substituto do Dr. Guilherme d’Avila Lins, como também desistiu de tentar, pelas urnas, uma recondução à Vice-Presidência da Casa da Memória Paraibana, como é igualmente conhecido o Instituto.
Essas renúncias e desistências foram comunicadas aos sócios efetivos do IHGP por intermédio de e-mails contendo os textos das cartas de “resignment” assinadas pelos Drs. Guilherme d’Avila Lins e Joaquim Osterne. Tais e-mails viram-se expedidos pela Secretaria do Instituto e se constituíram na mais absoluta surpresa para todos os integrantes do IHGP.

CAUSAS DA DUPLA RENÚNCIA
Em sua carta de dupla renúncia (renúncia a disputar a reeleição e renúncia ao próprio cargo que já exercia), o historiador Guilherme d’Avila Lins, considerado uma das maiores autoridades mundiais em História Colonial, afirma, entre outras coisas, que, “ao menos para mim, infelizmente, o IHGP está neste momento em vias de entrar numa nova era da sua própria história, ou seja, a era da disputa partidária da sua gestão cultural e administrativa, disputa esta que, embora legítima e até democrática, todavia, não se enquadra na tradição histórica da citada Entidade de Cultura desde a sua fundação em 1905”.
Estamos portanto no limiar de uma nova era da História do IGHP — explica ainda o Dr. Guilherme — Não sou a favor do continuísmo, mas a verdade é que, como em diversas entidades congêneres deste País, a possibilidade de recondução à Presidência da Casa era ilimitada, inclusive no IHGP. Somente nas últimas décadas esta Instituição restringe esta possibilidade a apenas uma recondução. Aliás, desde então todos os que pretenderam esta recondução a obtiveram sem uma única voz discrepante, voz esta que surge agora com o lançamento de uma chapa dissidente (com força política), o que significa a existência de uma facção discrepante e isto respinga necessariamente sobre minha pessoa, embora fique a destoar da tradição da Casa.

DE TODO MODO, O GRANDE PERDEDOR
E o historiador, médico e escritor Guilherme Gomes da Silveira d’Avila Lins prossegue:
Discrepar é sem dúvida um direito democrático, mas eu não tenho nem aspirações de Poder, nem sou um animal político-partidário. Se nunca tive unanimidade de adesão, também nunca tive oposição expressamente constituída. O mesmo aconteceu com os que me antecederam. Sou apenas um pesquisador de História que gostaria de completar as realizações que prometi ao tomar posse da Presidência, em 2016. Insisto: não tenho aspirações políticas de mando, nem minha biografia permite que eu me transforme num participante desta inédita cena de embate político que ora se avizinha no IHGP. Ganhando ou perdendo esta disputa, eu seria o grande perdedor, porque agora estaria estabelecida enorme rachadura nas tradicionais condutas do IHGP, ao longo do tempo. Em suma, seria uma “guerra” de bancadas que nem desejo para mim, nem para o próprio IHGP. Esta não é a tradição dos Institutos Históricos do Brasil. Seria um embate político-partidário, o que considero lamentável. O IHGP é uma Casa de Cultura, não uma câmara de “Xiririca da Serra” (nome fictício que se costuma ouvir no linguajar do Sudeste). Enfim, esta possibilidade de uma eventual recondução significa para mim apenas uma questão de princípios além de um enorme sacrifício pessoal. Como se pode verificar no próprio IHGP, sou um homem ligado à Cultura [Vide meu Curriculum Vitae (Sinopse) com 96 páginas dedicadas somente às áreas de História e Letras, além e do respectivo Anexo Bibliográfico contendo 115 verbetes].

A PRÁTICA NOUTROS INSTITUTOS
O Dr. Guilherme explicita que “também não estava pretendendo a recondução apenas para me conceder um oportuno “repouso do guerreiro”. Desta maneira, não consigo ver transformada uma bem intencionada gestão cultural numa disputa de poder político com formação de bancadas que se opõem uma à outra. Para mim, isto é impensável numa Instituição como o IHGP. Repito aqui que nunca defendi o continuísmo em tais situações, embora esta praxe se mostre muito bem exemplificada, inclusive no IHGP e pelo Brasil afora.” E dá continuidade a seus raciocínios:
Apenas a título de ilustração, ainda nos seus primórdios o IHGP teve o Dr. Flávio Maroja como seu Presidente por mais de duas décadas. No Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) o saudoso Enélio Lima Petrovic foi seu Presidente por bem mais de três décadas. Por sua vez, José Antonio Gonsalves de Mello foi Presidente do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) em dois diferentes períodos, um dos quais com dez anos de duração. Já no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) Jaime Lustosa de Altavilla é seu Presidente há várias décadas. A seu turno, a saudosa Maria Thetis Nunes foi Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE) durante três décadas. A igualmente saudosa Consuelo Pondé de Sena foi Presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) durante cinco mandatos, até o seu falecimento. Por sua vez, Nelly Martins Ferreira Candeias foi Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP) por cerca de duas décadas. A esta relação deve obrigatoriamente ser acrescentado o caso do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), celula mater de todos os seus congêneres no Brasil, teve Arno Wehling como seu Presidente durante quase vinte e cinco anos, até se exonerar do cargo em 2019 por motivo de saúde. Já que Arno Wehling também é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) seja-me permitido acrescentar que esta última teve como Presidente, durante trinta e quatro anos, o saudoso Austregésilo de Athayde. Não estou aqui me comparando a cada uma destas insignes figuras, mas tão somente ilustrando a tendência do tradicional modelo de funcionamento destas memoráveis instituições de Cultura no Brasil, o qual não se coaduna com as disputas políticas que são mais próprias do meio político geral.

NÃO QUER PARTICIPAR DE DISPUTA POLÍTICA
       Igualmente em seu arrazoado, o Dr. Guilherme d’Avila Lins acrescenta: “Mas voltemos ao âmago da questão local. É inegável admitir que existe hoje uma não ponderável fatia do IHGP que não quer que eu seja reconduzido à Presidência, mesmo que com o propósito de (durante três anos) vir a concluir o que comecei. Fiat voluntas tua. Esta fatia corresponde à maioria ou à minoria da Casa?
Ao meu ver — reforça o renunciante, na carta de dupla “resignation” — isto pouco importa (mas não com disputas abertas). O que importa é que existe uma rachadura no vaso da Cultura do nosso Estado. E eu não posso contribuir para isto ainda mais. Ademais, não desejo, eventualmente, gerir uma casa onde há membros que não me aceitam, pouco importa quantos eles são. O IHGP é pequeno demais para este tipo de dissidência; entretanto, a História é grande demais para que eu me conserve incluído nela.
Na missiva de dupla renúncia, o Dr. Guilherme d’Avila Lins lista igualmente uma série de realizações que pôde concretizar durante seu período à frente do IHGP. E, entre outras coisas, também agradece à colaboração de servidores da Instituição, cujos nomes faz questão de citar.

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A CARTA DE RENÚNCIA DO DR. GUILHERME GOMES DA SILVEIRA D’AVILA LINS
  
CARTA DE DESISTÊNCIA QUANTO AO PLEITO DE RECONDUÇÃO AO CARGO DE PRESIDENTE DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO PARAIBANO (IHGP) E DE RENÚNCIA AO MANDATO DE ATUAL PRESIDENTE DA MESMA INSTITUIÇÃO

Excelentíssimo Sr. Dr. Joaquim Osterne Carneiro
M. D. Vice-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano

          Como se lê no cabeçalho esta é uma carta de minha desistência para concorrer à recondução ao cargo de Presidente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e, ao mesmo tempo, é também uma carta de renúncia ao mandato de Presidente da mesma Instituição. Evidentemente, este documento está acrescido de algumas reflexões oportunas nesta ocasião, as quais serão vistas adiante.

É bem sabido que o IHGP, também conhecido como a Casa de Irineu Ferreira Pinto constitui a mais antiga Casa de Cultura deste Estado em atividade contínua, cujo foco primordial de seus objetivos na condição de Instituição de direito privado sem fins lucrativos (aliás, como todas as congêneres neste País) é promover a pesquisa e a difusão do conhecimento primordialmente nas áreas da História, da Geografia e das ciências afins.

Ao menos para mim, infelizmente o IHGP está neste momento em vias de entrar numa nova era da sua própria história, ou seja, a era da disputa partidária da sua gestão cultural e administrativa, disputa esta que, embora legítima e até democrática, todavia, não se enquadra na tradição histórica da citada Entidade de Cultura desde a sua fundação em 1905.

Estamos portanto no limiar de uma nova era da História do IGHP. Não sou a favor do continuísmo mas a verdade é que, como em diversas entidades congêneres deste País, a possibilidade de recondução à Presidência da Casa era ilimitada, inclusive no IHGP. Somente nas últimas décadas esta Instituição restringe esta possibilidade a apenas uma recondução. Aliás, desde então todos os que pretenderam esta recondução a obtiveram sem uma única voz discrepante, voz esta que surge agora com o lançamento de uma chapa dissidente (com força política), o que significa a existência de uma facção discrepante e isto respinga necessariamente sobre a minha pessoa, embora fique a destoar da tradição da Casa.

Discrepar é sem dúvida um direito democrático mas eu não tenho nem aspirações de poder nem sou um animal político-partidário. Se nunca tive unanimidade de adesão também nunca tive oposição expressamente constituída. O mesmo aconteceu com os que me antecederam. Sou apenas um pesquisador de História que gostaria de completar as realizações que prometi ao tomar posse da Presidência em 2016. Insisto, não tenho aspirações políticas de mando nem minha biografia permite que eu me transforme num participante desta inédita cena de embate político que ora se avizinha no IHGP. Ganhando ou perdendo esta disputa eu seria o grande perdedor porque agora estaria estabelecida uma enorme rachadura nas tradicionais condutas do IHGP ao longo do tempo. Em suma, seria uma “guerra” de bancadas que nem desejo para mim nem para o próprio IHGP. Esta não é a tradição dos Institutos Históricos do Brasil. Seria um embate político-partidário, o que considero lamentável. O IHGP é uma Casa de Cultura, não uma câmara de “Xiririca da Serra” (nome fictício que se costuma ouvir no linguajar do Sudeste). Enfim, esta possibilidade de uma eventual recondução significa para mim apenas uma questão de princípios além de um enorme sacrifício pessoal. Como se pode verificar no próprio IHGP, sou um homem ligado à Cultura [Vide meu Curriculum Vitae (Sinopse) com 96 páginas dedicadas somente às áreas de História e Letras, além e do respectivo Anexo Bibliográfico contendo 115 verbetes].

Também não estava pretendendo a recondução apenas para me conceder um oportuno “repouso do guerreiro”. Desta maneira, não consigo ver transformada uma bem intencionada gestão cultural numa disputa de poder político com formação de bancadas que se opõem uma à outra. Para mim isto é impensável numa Instituição como o IHGP. Repito aqui que nunca defendi o continuísmo em tais situações, embora esta praxe se mostre muito bem exemplificada, inclusive no IHGP e pelo Brasil afora.

Apenas a título de ilustração, ainda nos seus primórdios o IHGP teve o Dr. Flavio Maroja como seu Presidente por mais de duas décadas. No Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) o saudoso Enélio Lima Petrovic foi seu Presidente por bem mais de três décadas. Por sua vez, José Antonio Gonsalves de Mello foi Presidente do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) em dois diferentes períodos, um dos quais com dez anos de duração. Já no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) Jaime Lustosa de Altavilla é seu Presidente há várias décadas. A seu turno, a saudosa Maria Thetis Nunes foi Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE) durante três décadas. A igualmente saudosa Consuelo Pondé de Sena foi Presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) durante cinco mandatos até o seu falecimento. Por sua vez, Nelly Martins Ferreira Candeias foi Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP) por cerca de duas décadas. A esta relação deve obrigatoriamente ser acrescentado o caso do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), celula mater de todos os seus congêneres no Brasil, teve Arno Wehling como seu Presidente durante quase vinte e cinco anos, até se exonerar do cargo em 2019 por motivo de saúde. Já que Arno Wehling também é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) seja-me permitido acrescentar que esta última teve como Presidente, durante trinta e quatro anos, o saudoso Austregésilo de Athayde. Não estou aqui me comparando a cada uma destas insignes figuras, mas tão somente ilustrando a tendência do tradicional modelo de funcionamento destas memoráveis instituições de Cultura no Brasil, o qual não se coaduna com as disputas políticas que são mais próprias do meio político geral.

         Mas voltemos ao âmago da questão local. É inegável admitir que existe hoje uma não ponderável fatia do IHGP que não quer que eu seja reconduzido à Presidência, mesmo que com o propósito de (durante três anos) vir a concluir o que comecei. Fiat voluntas tua. Esta fatia corresponde à maioria ou à minoria da Casa ? Ao meu ver isto pouco importa (mas não com disputas abertas). O que importa é que existe uma rachadura no vaso da Cultura do nosso Estado. E eu não posso contribuir para isto ainda mais. Ademais, não desejo, eventualmente, gerir uma casa onde há membros que não me aceitam, pouco importa quantos eles são. O IHGP é pequeno demais para este tipo de dissidência, entretanto a História é grande demais para que eu me conserve incluído nela.

         Ao meu opositor-chefe e confrade Severino Ramalho Leite (não necessariamente o idealizador desta contenda que inclusive tem articuladores ocultos mas não tanto), pessoa a quem muito considero por sua competência política (cujas atividades, segundo ele próprio, está encerrando), preciso fazer uma oportuna retificação diante de um comentário generoso que ele fez ao afirmar que o meu currículo é até superior ao dele próprio. Esta afirmativa não expressa toda a verdade, meu caro confrade, e a bem dela devo dizer que o seu currículo político é infinitamente superior ao meu embora no campo da História o meu currículo seja infinitamente superior ao seu (sem qualquer imodéstia) e isto é fácil de comparar mas não é este o meu objetivo.

Por outro lado, alimento algumas curiosidades em relação a este pleito que se aproxima. Por exemplo, como se explica o interesse cultural do meu opositor-chefe e de seus correligionários no sentido de ajudar a melhorar o IHGP, levando em conta que é virtualmente nula ou simplesmente nula as respectivas presenças na sua sede (seja para uma mera visita, seja para alguma contribuição intelectual) ? O livro de presença dos associados está à disposição de todos, assim como está à disposição de todos o livro de presença dos pesquisadores diuturnos desta Instituição, estes sim, realmente numerosos. Que contribuição imaterial efetiva (você e) os seus correligionários deram nos últimos três anos para ajudar o IHGP a resolver seus problemas cruciantes ? É chegada a hora, portanto, de meus opositores passarem por todas as atribulações para manter o IHGP ao menos ainda existente diante da sua mais grave crise financeira até hoje vivida nos seus 114 anos de idade. Ponham-se à vontade porque eu não vou lhes dar o gosto de transformar uma eleição de natureza cultural numa eleição política. Este é o seu ramo, não o meu. Competir politicamente não é a minha área. Enfim, você não saberá se teria mais votos ou menos votos que eu porque qualquer resultado final agora não será mais uma boa medida. Nem eu tenho esta curiosidade. Não estou numa corrida de bigas nem farei parte deste tipo de jogo democrático. Eu ainda tenho muito o que fazer nas minha pesquisas de História e ainda não estou precisando do ócio do guerreiro. Enfim, honrarei o costume da Casa que já dura 114 anos. Aliás, já que falei de 114 anos de existência, peço ao meu confrade Severino Ramalho Leite que por favor diga ao seu Imediato que ele precisa conhecer melhor a História do IHGP. Fica feio para ele, sendo do ramo da História, dizer que o IHGP já teve disputa pelo cargo de Presidente numa das duas gestões do saudoso Joacil de Brito Pereira (Consulte os documentos da Casa). Enfim, como este seu Imediato é ainda bastante jovem (e sem experiência como gestor cultural) resta-lhe tempo suficiente para aprender a História do IHGP. De todo modo, há gente do melhor respeito entre os seus correligionários mas há também certos exemplos que eu até prescindiria. Um deles, em particular, iniciou sua escalada para ingressar nesta Instituição divulgando uma lista dos membros do IHGP que iriam votar nele para conseguir sua admissão no respectivo quadro. Nesta lista figurava o meu nome e eu jamais lhe prometi voto. Por fim, o mesmo correligionário, apresentando-se há poucas semanas num grupo que compõe a chapa opositora e na frente de três dos seus parceiros, sentiu-se na liberdade de me perguntar quando eu ia liberar a relação dos sócios inadimplentes do IHGP e ainda em quanto montavam as suas respectivas dívidas. Diante disto ele recebeu uma educada mas sonora negativa ao seu pedido pois atendê-lo significaria um ato antiético de minha parte (Ignoro quais eram seus objetivos com aquela pergunta e também não quero saber). Fica mais uma vez claro que de uma disputa como esta eu me recuso a participar. Prefiro respeitar a minha biografia e continuar elaborando as minhas pesquisas históricas. Saio desta cena com a consciência tranquila de que fiz o melhor que pude mas não tudo que eu queria fazer. No IHGP inclusive desgastei a minha saúde com a perda de quinze quilos em três anos que servem para sugerir as vicissitudes pelas quais passei.

         Já caminhando para o final deste longo documento e depoimento devo acrescentar mais algumas coisas sobre a minha passagem como Presidente do IHGP. Ao tomar posse em Setembro de 2016 constatei logo a situação caótica pela qual esta benemérita Entidade passava.

1)    Sem recursos materiais verificou-se logo que toda a estrutura do teto da sua sede poderia ruir a qualquer instante, o que me fez interditar todo o andar entretanto o IHGP continuou funcionando nos demais andares, todavia sempre em reformas que duram até hoje. Diante desta situação o Auditório (último andar) seria esmagado e tudo o mais ruiria atingindo o andar de baixo onde estão o Museu e a Divisão de Obras Raras. Catástrofe anunciada. Na sequência o prédio todo ruiria atingindo o andar térreo onde estão a Biblioteca, a Hemeroteca e a Sala da Presidência. Desastre total. Desde então o IHGP está em permanente restauração mas, repito, nunca deixou de funcionar mesmo que precariamente. Um de meus primeiros atos foi interditar o Auditório e batalhar recursos para a reconstrução do seu teto e tais obras precisariam estar terminadas antes do início das chuvas de inverno. Graças a Deus e ao gesto generoso de cerca de quinze associados que, atendendo ao meu pedido, fizeram uma contribuição extraordinária (pagáveis em duas prestações embora nem todos tenham completado sua contribuição) e o fato é que o teto e o Auditório estão reconstruídos com o piso novo e estrado novo (este ainda por terminar). Enfim, o IHGP não tem mais risco de ruir, de desaparecer. Entre as medidas então tomadas, uma foi resguardar e acondicionar o melhor possível as centenas de obras iconográficas raras e outros objetos de valor.
2)   Infelizmente não consegui implantar no Auditório o serviço de climatização por absoluta falta de recursos. Sua implantação na época foi orçada em torno de R$ 25.000,00.
3) No Auditório 65 poltronas estavam semidestruídas. Esta obra de recuperação já foi contratada e as poltronas recuperadas estão sendo entregues. Finalmente conseguimos as condições financeiras para esta recuperação.
4)  Como em diversas outras ocasiões no passado a publicação da nossa Revista estava parada dormitando mais uma vez o sono dos pobres de dinheiro e ricos de cultura, já que não tínhamos recursos para esta publicação. Esta situação é tão crônica que há quase um século um dos antigos Presidentes afirmou que se dava por satisfeito por ter conseguido publicar um número desta Revista. Confesso que por um bom tempo resisti à opção de adotar uma publicação digital da mesma mas, finalmente, levando em conta que o próprio Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), muitas vezes mais rico que o IHGP, rendeu-se ao rigor da sua própria crise, não tive mais dúvidas e o Número 44 da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em formato digital está sendo dado à luz ainda na vigência do meu mandato. Há ainda bastante material para o próximo número.
5) Ainda a propósito da nossa Revista, esta sai agora com algumas modificações na formatação, inspiradas na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e além disto a sua capa aparece com nova fisionomia, mais histórica e menos política; mostra a imagem original do brasão nassoviano para a Capitania da Paraíba, deveras imponente e, aparentemente, da autoria de Franz Post. Aliás, para a minha agradável surpresa, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, ao que parece, acaba de adotar o brasão nassoviano da vizinha terra potiguar. Adicionalmente, na capa da nossa Revista também aparece uma lapidar frase do historiador e filósofo Beda (Século I d.C.), o padroeiro dos historiadores britânicos.
6)    Um elevador para o IHGP sempre foi um dos meus propósitos. Trabalhei arduamente neste sentido e encetei tratativas com a Atlas Schindler do Brasil (João Pessoa e São Paulo) e esta me providenciou inclusive o projeto de instalação para o necessário elevador. Esta parte está pronta todavia para a aquisição e instalação nós precisamos nos enquadrar num projeto com base na Lei Rouanet a fim de enviá-lo àquela Empresa. Caímos na mesma desgraça, os custos para tal projeto são elevados e não temos recursos para tanto. Enfim, esta impossibilidade momentânea também nos impede de transferir a Sala da Presidência para o segundo andar, ao lado do Auditório, local muito mais apropriado para este fim e inclusive longe da localização devassada e sem qualquer privacidade como o local em que se encontra atualmente no andar térreo. Adicionalmente é neste local do segundo andar que se encontra a galeria dos ex-Presidentes apontando que é ali seria a área adequada para a Sala da Presidência, onde já existem os móveis convenientes.
7)    Convênio entre o IHGP e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Há algum tempo tive a ideia de vir a estabelecer um abrangente e valioso convênio técnico-científico e cultural (tipo “guarda-chuva”) com a UFPB. Levei esta idéia à Vice-Reitora desta Universidade que, como pessoa de mente aberta a tais iniciativas, logo a acolheu e está mandando providenciar os termos para o estabelecimento desta colaboração recíproca. Ainda não recebi este protocolo até porque a Vice-Reitora, por motivos universitários, está ausente do Brasil e só retornará em Outubro próximo.
8)  Convênio entre o IHGP e a Prefeitura do Município de João Pessoa (PMJP). Antes mesmo de eu assumir a Presidência do IHGP o próprio Prefeito da Capital veio a esta sede a fim de assinar um protocolo de intenções no sentido de firmar um convênio com a dita Prefeitura. Até hoje este propósito continua tramitando nas vias burocráticas em face de sucessivas legislações a seu respeito. Parece que, finalmente, este convênio está agora para ser concretizado.
9)    Um Estatuto novo para o IHGP foi discutido e aprovado ao longo do ano de 2017. Só não foi registrado em cartório porque ainda está faltando a mesma medida com relação ao novo Regimento. Outra razão também impediu o registro deste novo Estatuto. Seu registro em cartório implicaria em criar incongruências entre o novo Estatuto e o velho Regimento (ainda em vigor). Mediante este novo Estatuto, entre muitas alterações, os membros desta Instituição estarão finalmente desagrilhoados de continuar pertencendo à mesma, mesmo sem quererem mais que isto aconteça.  
10)   [A partir daqui só estão discriminados os eventos dos anos de 2016 e 2017 sem contar as reuniões de confraternização de final do ano além de outras] Entre 04/11/2016 e 25/11/2016 foi realizado no IHGP o CICLO DE PALESTRAS ACADÊMICO LUIZ AUGUSTO DA FRANCA CRISPIM: A ARTE POÉTICA DE AUTORES PARAIBANOS POR ELES PRÓPRIOS (envolvendo os poetas Políbio Alves dos Santos, Sérgio de Castro Pinto, Hildeberto Barbosa Filho e Otávio Augusto Sitônio Pinto).
11) Solenidade de outorga do TÍTULO DE SÓCIO HONORÁRIO DO IHGP AO DR. DAISAKU IKEDA (Fundador de duas universidades, uma no Japão e outra nos Estados Unidos), ILUSTRE FILÓSOFO, POETA LAUREADO NO JAPÃO, ESCRITOR, EDUCADOR E PACIFISTA DE RENOME INTERNACIONAL, BENEMÉRITA INSTITUTIÇÃO COM MARCANTE ATUAÇÃO JUNTO À ORGANIZAÇÃO DA NAÇÕES UNIDAS – ONU.
12) SESSÃO COMEMORATIVA DO BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 1817.
13) PALESTRA (06/11/2017 SOBRE O BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 1817 NA PARAÍBA, PROFERIDA PELA PROF.ª DR.ª ELIETE DE QUEIROZ GURJÃO, PROFESSORA TITULAR DA UFPB E DA UFCG.
14) SOLENIDADE DE SESSÃO MAGNA DO IHGP (01/12/2017) EM QUE FOI CONFERIDO O TÍTULO DE SÓCIA HONORÁRIA À EXMª. SRª PROF.ª DR.ª SONIA APARECIDA DE SIQUEIRA, PROFESSORA EMÉRITA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP).           

Isto posto, a este respeito só posso dizer que fiz o que pude; que façam melhor os mais poderosos. De todo modo, eu não poderia terminar este documento sem neste momento pedir a compreensão dos associados do IHGP para este meu gesto. Eu não fugi da disputa, apenas preferi manter a tradição desta Casa. Também não posso concluir sem antes fazer de público um agradecimento muito especial aos funcionários do IHGP, os quais, mais que subordinados foram parceiros amigos e dedicados que mostraram o seu zelo por esta Instituição. Sem a eficaz ajuda deles o IHGP já estaria fechado há bastante tempo. Registro aqui os nomes deles que devem ser por todos reverenciados:

1)    Maria do Socorro Lacerda
2)    Leonilda Góis Diniz
3)    Erivan Garcia Dantas
4)    Adonai Lacerda da Silveira.

A todos estes e aos demais membros do IHGP desejo o melhor sucesso.

João Pessoa, 26 de Agosto de 2019.

Guilherme Gomes da Silveira d’Avila Lins
Professor Emérito da Universidade Federal da Paraíba (desde 2003)

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A CARTA DE RENÚNCIA DO
DR. JOAQUIM OSTERNE CARNEIRO
                                               

É o seguinte o texto completo da carta-renúncia do vice-presidente do IHGP, historiador e engenheiro-agrônomo Joaquim Osterne Carneiro:

"João Pessoa, 26 de agosto de 2019.

Senhores sócios do IHGP (Instituto Histórico e Geográfico Paraibano):
Por meio desta missiva, informo que estou me exonerando em caráter irrevogável do cargo de Vice-Presidente do IHGP (Instituto Histórico e Geográfico Paraibano).

Nesta oportunidade, agradeço às atenções recebidas dos sócios e dos servidores da centenária Casa da Memória paraibana.

Atenciosamente,

Joaquim Osterne Carneiro."

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Thursday, June 13, 2019

CRIADO O FÓRUM CELSO FURTADO



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Celso Monteiro Furtado, o grande economista brasileiro, de fama internacional, nascido na cidade paraibana de Pombal, em 1920.
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A foto oficial que assinalou a criação do Fórum Celso Furtado de Desenvolvimento da Paraíba, vendo-se a maioria dos sócios-fundadores. 
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A escritora, jornalista, tradutora e editora Rosa Freire d’Aguiar Furtado, viúva do economista Celso Furtado.
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O economista Francisco Nunes de Almeida, mais conhecido como Dr. Chico Nunes, primeiro presidente eleito do Fórum Celso Furtado de Desenvolvimento da Paraíba.
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Parte da Assembleia-Geral do Fórum recém-criado em João Pessoa e que, por sua natureza, só poderia ter o nome de batismo de Celso Furtado.
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O economista Rômulo Soares Polari, ex-Reitor da UFPB e autor de vários trabalhos de relevo na área do Desenvolvimento Econômico, foi quem idealizou o Fórum Celso Furtado.
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APÓS ANO E MEIO DE GESTAÇÃO, MUITOS DEBATES E REALISTAS  DIAGNÓSTICOS EM TORNO DE NOSSA SITUAÇÃO ECONÔMICA, SURGE FINALMENTE O “FÓRUM CELSO FURTADO DE DESENVOLVIMENTO DA PARAÍBA”



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"[...] é chegado o momento de retomar a discussão [...] Verdadeiras mudanças não poderiam vir senão da renovação dos quadros políticos, com o aumento de sua representatividade e a rejeição, para um desvão da história, das velhas oligarquias." (CELSO FURTADO, in Prefácio de seu livro "A fantasia desfeita", segunda edição, Editora Paz & Terra, Rio de Janeiro, 1989)

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por Evandro da Nóbrega,
escritor, jornalista, editor, sócio efetivo do IHGP
(Instituto Histórico e Geográfico Paraibano)

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FOTOS CLICADAS POR
Othácya Lopes,
Cândido Ferreira da Nóbrega Filho,
Vladymir Mariz-Nóbrega,
Evandro da Nóbrega – ou
obtidas na Internet.
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Por especial convite do Dr. Celso Mangueira, destacado economista e presidente do CORECON-PB (Conselho Regional de Economia da Paraíba), tivemos a honra de participar, na tarde/noite dessa quinta-feira, 6 de junho de 2019, do ato oficial de criação do Fórum Celso Furtado de Desenvolvimento da Paraíba.
Por nossa sugestão, felizmente aprovada pela unanimidade dos presentes, a viúva do economista Celso Monteiro Furtado, a escritora, tradutora, jornalista e editora Rosa Freire d'Aguiar [Dra. Rosa Freire d'Aguiar Furtado], será a primeira sócia benemérita do Fórum Celso Furtado.

QUEM É ROSA FREIRE D’AGUIAR 
A Dra. Rosa foi a segunda esposa do economista Celso Furtado e já lançou obras alusiva à sua vida, obra e legado científio, além de estar elaborando mais dois livros sobre o notável historiador e teórico da Economia brasileira - livros esses a serem lançados no próximo ano, em comemoração ao centenário de nascimento de Celso.
Em tempo: a Dra. Rosa, presidente do Centro Celso Furtado do Rio de Janeiro (cujo acervo de mais de 10 mil publicações inclui a inteira biblioteca do saudoso marido), organizou em 2009 a edição comemorativa dos 50 anos de lançamento da obra "Formação econômica do Brasil", pela editora Companhia das Letras.
Ainda sobre a Dra. Rosa Freire d'Aguiar Furtado: carioca, formou-se em Jornalismo e atuou, entre os anos de 1970 e 1980 como correspondente, em Paris, das revistas "Manchete" e "IstoÉ". Também no Brasil, sempre trabalhou no mercado editorial. Já traduziu (do francês, inglês, espanhol e italiano) mais de uma centena de livros de Literatura e Ciências Humanas.
É igualmente escritora, com títulos publicados, a exemplo de "Memória de tradutora". Como editora, elaborou a coleção dos Arquivos Celso Furtado para a editora Contraponto. Entre os prêmios que recebeu, estão o da União Latina de Tradução Técnica e Científica (2001) e o "Jabuti" de tradução (2009).

AGORA, A INSTALAÇÃO OFICIAL
O Fórum Celso Furtado, criado de maneira formal no dia 6 próximo passado, inclusive com a aprovação de seu Estatuto pela assembleia-geral, será oficialmente INSTALADO (ou, se quiserem, publicamente lançado) no próximo dia 26 do entrante mês de julho, quando seu patrono Celso, se vivo fosse, estaria completando 99 anos de idade - pois nascido em igual data, na cidade sertaneja de Pombal (PB), em 1920.
Para seu centenário de nascimento propriamente dito, está sendo organizada extensa pauta de comemorações envolvendo as mais diversas instituições, órgãos e entidades municipais, estaduais, regionais e até nacionais. Tudo isso é feito por iniciativa e coordenação do CORECON (Conselho Regional de Economia da Paraíba), à frente seu presidente, o economista Celso (Pinto) Mangueira, entusiasta do legado celsiano.

RAZÃO SOCIAL E NOME-DE-FANTASIA
Também por sugestão nossa é que os preclaros integrantes da assembleia-geral houveram por bem discriminar entre as três formas possíveis de designar o Fórum ora criado. Além da designação de "Fórum Celso Furtado de Desenvolvimento da Paraíba", justamente sugerida por seus principais idealizadores como sua razão social, aquela com que será registrado no CNPJ, haverá também as iniciais FCFD-PB ou FCFD/PB como sigla; e a expressão "Fórum Celso Furtado" como seu nome-de-fantasia - aquele com que aparecerá nas manchetes de jornais, nas notícias, nos comunicados breves, nas referências comuns etc.
Então, resumindo, há três formas de Você se referir à entidade recém-criada: 1) Fórum Celso Furtado de Desenvolvimento da Paraíba, designação completa, por extenso, razão social, enfim; 2) FCFD-PB, sua sigla; e 3) Fórum Celso Furtado, seu nome-de-fantasia, a referência mais comum.

ESTATUTO TAMBÉM APROVADO
A supermovimentada reunião ocorreu na sede do SENAR/FAEPA (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba, Rua Engenheiro Leonardo Arcoverde, 320, próximo à sede do TCE-PB e do prédio do antigo DETRAN). Esse encontro inicial congregou grande número de profissionais de diversas áreas do Conhecimento (economia, administração pública, ensino superior, poder legislativo, agricultura e pecuária, ensino rural, empreendedorismo, bancos, finanças, imprensa etc etc etc.
Na oportunidade, foi aprovado o Estatuto da entidade e providenciou-se, além do mais, a escolha, por aclamação, de seus dirigentes, que são os seguintes, no biênio 2019-2021:

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO - O Conselho de Administração é o órgão administrativo máximo do Fórum Celso Furtado e tem a seguinte composição: 
* Presidente: Dr. Chico Nunes (Francisco Nunes de Almeida);
* Vice-Presidente: Dra. Marília Medeiros de Araújo, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Paraíba;
* Secretário do Fórum: Dr. Tarciso Martins de Oliveira, escritor, administrador, poeta;
* Diretor de Administração e Finanças: Dr. Carlos Gláucio de Farias; e
* Diretor de Relações Públicas: Dr. Celso Mangueira (Celso Pinto Mangueira), presidente do Conselho Regional de Economia.

CONSELHO FISCAL - O Conselho Fiscal ficou assim integrado:
* membros titulares: Daniel Aran, Sérgio Gouveia Martins e Rubén Castedo Ramírez;
* suplentes: Dr. Lourinaldo Bezerra da Nóbrega e a professora Márcia Paixão (Dra. Márcia Cristina Silva Paixão).

QUEM É O PRIMEIRO PRESIDENTE DO FÓRUM
O Dr. Chico Nunes, primeiro presidente a ser eleito para dirigir o Fórum Celso Furtado, é entre outras coisas economista, diretor e consultor da firma BR-CONSULT. Pós-Graduado em Organização Cooperativa e Desen­vol­vi­men­to Empresarial pelo CORI/SPA, em Luca na Itália, ele também se pós-graduou em Consultoria de Empresas pela SUDENE/SEBRAE, em Recife (PE), e concluiu pós-graduação, igualmente, em nível de MBA, na área de Liderança, pela Fundação Dom Cabral, em Belo Horizonte (MG).
Economista formado pela UFPB, o Dr. Chico já exerceu vários cargos relevantes, destacando-se o de diretor do SEBRAE/PB, por nada menos que quatro mandatos; o de gerente das Agências Regionais do SEBRAE em João Pessoa, Patos e Sousa; o de gerente de Projetos Especiais do SEBRAE; o de Gerente de Estratégias e Diretrizes do mesmo SEBRAE; o de diretor do Trade Point da Paraíba; e o de coordenador do Programa de Cooperação Internacional do SEBRAE.
Outras incumbências de relevo: professor de Economia na Fundação Francisco Mascarenhas, em Patos; professor de Economia e Administração na UFPB; professor do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar da Paraíba; professor da LUMEN Faculdades; consultor do Sebrae Nacional; consultor do Sebrae nos Estados da Paraíba, Alagoas, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Sergipe e São Paulo; consultor do BID/PNUD; consultor da SETDE/Governo da Paraíba; consultor da CONAB; e consultor do SENAR.

UMA MAGNÍFICA EXPOSIÇÃO
Toda a experiência acumulada nessas sucessivas atividades de seu passado e de seu presente é que fez com que o Dr. Chico Nunes fizesse, na tarde deste dia 6 de junho, durante mais de três horas, uma magnífica exposição sobre a estrutura, os propósitos e a necessidade de criação do Fórum Celso Furtado.
Certamente ninguém mais que ele, o Dr. Chico Nunes, estaria capacitado a fazer, aos integrantes da assembleia-geral, a maciça e esclarecedora justificativa de alto nível que de fato pôde apresentar a seus pares, embora a ideia de se implantar este Fórum tenha sido, em última instância, do professor Rômulo Soares Polari, um dos maiores conhecedores da realidade econômica da Paraíba, face ao panorama regional, nacional e internacional.
Para o Dr. Chico, “o Fórum já nasce de forma robusta, haja vista a maciça presença de grande número de interessados em sua implementação. E mesmo porque a criação deste novo organismo é fruto de uma série de reuniões que vêm ocorrendo nos últimos meses com um grupo de pessoas, especialmente muitos profissionais das mais diversas áreas de atuação, além de pensadores comprometidos com o desenvolvimento e que agora convergiram para dar personalidade jurídica ao Fórum, com a tríplice aprovação de um Estatuto, de um Conselho Administrativo e de um Conselho Fiscal”.

FUNDADORES, EFETIVOS, BENEMÉRITOS
Os que, em assembleia-geral, se achavam presentes a esse primeiro encontro público e assinaram os papéis referentes à constituição do Fórum passaram automaticamente, "ipso facto", à condição de sócios fundadores da novel entidade.
Além dos sócios fundadores, o Fórum terá ainda sócios efetivos e sócios beneméritos.

OBJETIVOS DO FÓRUM
O Fórum Celso Furtado congrega especialistas das mais diversas áreas do Conhecimento com o objetivo de promover ações orientadas para fomentar, no Estado da Paraíba, o desenvolvimento econômico sustentável e socialmente inclusivo, dentro dos seguintes princípios básicos:
a) responsabilidade social e ética, sempre tendo em vista o interesse público;
b) legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência;
c) desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, preservação do patrimônio histórico e bem-estar social;
d) soluções desenvolvimentistas racionais, tecnologicamente contemporâneas e compatíveis com a realização das aspirações pessoais na vida humana socioeconômica, política e cultural;
e) liberdade de concepção ideológica, técnica, metodológica e teórico-científica.

ALGUMAS DAS PRESENÇAS
Segue-se uma relação tanto quanto possível completa das personalidades que se fizeram presentes à assembleia-geral constitutiva do Fórum Celso Furtado, sendo este também e possivelmente um rol dos sócios fundadores da benemérita entidade:

* o Dr. Chico Nunes, economista, ex-presidente (por quatro vezes) do SEBRAE/PB, entre inúmeros outros cargos de relevo que já exerceu; foi o Dr. Chico, como é mais conhecido, que fez, por horas, uma brilhante exposição sobre todos os aspectos do Fórum, na qualidade de um dos principais organizadores da novel entidade e que veio participando mui ativamente de todas as reuniões para se discutir o Estatuto ora aprovado, desde que a criação deste Fórum foi sugerida pelo economista Rômulo Soares Polari, um dos principais especialistas na obra de Celso Furtado no Brasil.

* o Dr. Rômulo Soares Polari, economista, ex-Reitor da UFPB e um dos maiores especialistas em Economia da Paraíba e do Nordeste; chegou a ser aclamado como Vice-Presidente do Fórum Celso Furtado, tendo declinado da honraria, no entanto, por já se encontrar assoberbado por inúmeras atividades simultâneas;

* o Dr. Celso Mangueira, presidente do CORECON (Conselho Regional de Economia da Paraíba) e um dos mais ferrenhos propugnadores da criação do Fórum ora oficialmente criado;

* o Dr. Francisco Jácome Sarmento, professor da área de Engenharia Civil da UFPB, ex-secretário estadual de Recursos Hídricos e, entre outras coisas, autor do livro "Transposição do rio São Francisco: bastidores da maior obra hídrica da América Latina";

* o Dr. Lourinaldo Nóbrega (Lourinaldo Bezerra da Nóbrega), economista, atualmente cursando Doutorado nos Estados Unidos;

* o escritor, administrador e poeta Tarciso Martins, também contabilista, consultor empresarial da Focus, vice-presidente de Desenvolvimento Profissional no Conselho Regional de Contabilidade da Paraíba, diretor de Patrimônio da Associação Comercial da Paraíba e, entre outros cargos que já exerceu, ex-gerente do Banco ABN Amro Real;

* o Dr. Carlos Gláucio de Farias (Carlos Gláucio Sabino de Farias), ex-gestor no Banco do Brasil e na CINEP (Companhia de Industrialização do Estado da Paraíba), ligado à Aliança Bíblica do Brasil e também com experiência nas áreas política e jurídica;

* Dr. Vanildo Pereira, respeitado dirigente do Sistema FAEPA/SENAR, sendo uma de suas especialidades o Planejamento Rural; tem larga e vasta atuação nos domínios da Agricultura, da Pecuária e da Educação Rural, englobando a definição de novos Planos de Ação para esses setores do campo, na Paraíba, inclusive com a parceria das Prefeituras municipais, sendo um dos objetivos principais o fortalecimento da produção nos municípios, por intermédio da capacitação do homem do campo, acrescendo-lhe os conhecimentos, melhorando sua saúde, incrementando-lhe a renda e garantindo a cidadania aos produtores rurais; sempre foi um dos maiores entusiastas da implantação do Fórum Celso Furtado, o que agora se concretiza;

* o Dr. Daniel Aran (Daniel Aran Mantero), da Delfos, especialista em Economia e Gestão de Saúde;

* a Dra. Marília Medeiros de Araújo, Mestre em Economia Regional pela UFRN, gerente-executiva de Desenvolvimento da Indústria na Secretaria do Turismo e do Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado da Paraíba e coordenadora administrativa do PLADES, entre outras de suas múltiplas atribuições, inclusive como ex-docente universitária em Patos (PB);

* Dr. Paulo Fernando de Moura Bezerra Cavalcanti Filho, graduado em Ciências Econômicas pela UFPE, tem mestrado em Economia pela mesma instituição e doutorado em idêntica especialidade pela UFRJ; é também docente do Departamento de Economia da UFPB, lecionando disciplinas de Macroeconomia e Economia da Inovação nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Economia, bem como a disciplina de Planejamento Institucional no Mestrado Profissional em Políticas Públicas, Gestão e Avaliação da Educação Superior/MPPGAV; igualmente coordena o NETE (Núcleo de Estudos em Tecnologia e Empresas);

* a professora Márcia Paixão (Dra. Márcia Cristina Silva Paixão), do Departamento de Economia da UFPB;

* O Dr. Eduardo Henriques, do segmento bancário e financeiro;

* a deputada estadual Pollyanna Dutra, ex-prefeita de Pombal (em companhia de sua assessora de Imprensa, jornalista Othácya Lopes);

* o Dr. Raimundo Gilson Vieira Frade, diretor da FIEP, ex-gestor da Suplan;

* o Dr. José William Montenegro Leal, engenheiro, empresário e presidente do SINDUSCON (Sindicato da Indústria de Construção Civil);

* o Dr. Sérgio Ricardo Gouveia Martins, superintendente do SENAR;

* Reginaldo Santana, consultor, proprietário da Foccus Consultoria & Assessoria Ltda, com sede em João Pessoa PB);

* Sandro Marden Torres, professor, orientador e pesquisador do Departamento de Engenharia de Materiais do Centro de Tecnologia da UFPB, instituição pela qual se formou engenheiro, cursando depois o mestrado e fazendo o doutorado na Universidade de Sheffield, Inglaterra; é outro profissional que pode dar grande contribuição ao recém-inaugurado Fórum;

* o escritor, jornalista, editor, “blogger” e historiador Evandro da Nóbrega [Evandro Dantas da Nóbrega], membro do IHGP (Instituto Histórico e Geográfico Paraibano);

* entre outros.

Estiveram presentes, ainda, o jornalista, professor e blogueiro Cândido Nóbrega (Cândido Ferreira da Nóbrega Filho) e o filósofo Vladymir Mariz-Nóbrega, entre outros observadores.

ALGUNS DOS SETORES QUE FAZEM O FÓRUM
Até o momento, o Fórum Celso Furtado já conta com o apoio de autorizados representantes dos mais diversos segmentos da vida paraibana, a exemplo de nossas Universidades (como a UFPB), do Poder Legislativo, do CORECON-PB (Conselho Regional de Economia da Paraíba), do COFECON (Conselho Federal de Economia), da FAEPA (Federação da Agricultura e da Pecuária da Paraíba), do SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), do SINDUSCON (Sindicato da Indústria da Construção Civil, do CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), do CRC (Conselho Regional de Contabilidade), do CRA (Conselho Regional de Administração), do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) e, “last, not least”, entre muitos outros órgãos, instituições e entidades, da FIEP (Federação das Indústrias do Estado da Paraíba).
Aguarda-se para breve a adesão de especialistas (sempre PESSOAS FÍSICAS) ligados a outras instituições municipais, estaduais, regionais e nacionais – e, sobre isto, estão todos os sócios fundadores mui otimistas. Um deles, o Dr. Sandro Marden Torres, engenheiro, professor e consultor, assinala que “este Fórum é o ponto de apoio para alavancarmos o desenvolvimento do Estado da Paraíba. Temos riquezas brutas não devidamente aproveitadas e, portanto, sua lapidação, por intermédio da aplicação da Ciência & Tecnologia tem sido realizada lentamente, em agendas cuja convergência estratégica necessita ocorrer com a maior brevidade. Estão de parabéns, assim, todos esses idealistas, à frente o professor Rômulo Polari, por esta magnífica e oportuna iniciativa”.

ESCOPO GERAL, “APUD” O ESTATUTO
De acordo com o Art. 4º do Estatuto recém-aprovado, o Fórum Celso Furtado tem os objetivos a seguir elencados:
I. reunir estudiosos, pesquisadores e profissionais interessados na área de desenvolvimento representantes de instituições públicas e privadas, especialistas em diversas áreas do saber e outros colaboradores e pessoas comprometidas com o propósito do Fórum;
II. envolver lideranças acadêmico-científicas, empresariais, políticas, trabalhistas, etc. em discussões sistemáticas sobre estratégias, diretrizes e linhas de ação para o desenvolvimento da Paraíba, com perspectivas de curto, médio e longo prazos;
III. conceber, elaborar, debater, propor e apoiar programas, planos, projetos e políticas públicas voltados ao desenvolvimento da Paraíba;
IV. resgatar planos e estudos sobre a realidade paraibana que, embora viáveis, não foram implantados ou aproveitados na formulação de estratégias e ações para o desenvolvimento estadual;
V. realizar debates de propostas de novos estudos e pesquisas para o desenvolvimento da Paraíba, com vistas ao aproveitamento de potencialidades e vantagens comparativas;
VI. definir e promover estratégias, articulações e mobilizações junto à classe política da Paraíba, de forma não partidária, para a formulação de políticas públicas de fomento ao desenvolvimento;
VII. incentivar o intercâmbio com entidades e profissionais envolvidos em atividades de desenvolvimento de outros estados e regiões do Brasil e do resto do mundo;
VIII. firmar parcerias, convênios e contratos com instituições públicas, privadas e do terceiro setor, para dar cumprimento aos objetivos do Fórum e prestar consultorias e serviços especializados em função das expertises dos seus integrantes.

CERCA DE UM ANO E MEIO DE DEBATES
O economista Rômulo Soares Polari é reconhecidamente o especialista responsável, em última instância, pela ideia da criação do Fórum Celso Furtado. Aliás, é ele autor da obra “Instituto UFPB de Desenvolvimento da Paraíba (IDEP-UFPB)” e relembra: os debates entre representantes dos mais variados setores da vida paraibana, com vista ao equacionamento dos mais ingentes problemas socioeconômicos do Estado, tiveram início ainda em janeiro de 2018.
Isto se deu inicialmente com a participação decisiva de especialistas como o Dr. Celso Pinto Mangueira, presidente do CORECON-PB, e de seu vice-presidente, o Dr. João Bosco Ferraz de Oliveira, também economista. Foram-se incorporando ao debate, entre outros, os demais conselheiros do CORECON-PB. Depois, começaram a se reunir, a esse pequeno núcleo inicial, muitos outros interessados na melhoria das condições socioeconômicas do Estado.

TRANSFORMAR SONHOS EM FATOS
Quem conhece de perto o Dr. Rômulo Soares Polari sabe que ele tem quase uma diuturna obsessão frente ao tão sonhado desenvolvimento socioeconômico do Estado. Para incrementar os debates com esses colegas do CORECON-PB, ele fez publicar na Imprensa um documento-base, intitulado “Paraíba: Desafios do Desenvolvimento”, a partir do qual começaram para valer os esforços para a montagem de um Fórum permanente em que pudessem ser discutidas ideias e soluções em prol de um melhoramento geral das condições de vida econômica, social, administrativa e gerencial de nosso Estado.
Segundo ainda as palavras do professor Rômulo Polari, foram sendo pouco a pouco construídas as bases de um Estatuto, capaz de servir como uma espécie de eficaz “planta-baixa” para o nascente Fórum – um roteiro seguro, capaz de viabilizar os objetivos daquele pugilo de idealistas. Tal Estatuto foi pensado de modo a que “nossos sonhos pudessem ser concretizados em fatos”, conclui ele, afirmando alto e bom som que, “realmente, está nascendo um organismo capaz de lançar as bases para o desenvolvimento paraibano”.   

CONSELHOS JÁ FAZEM PRIMEIRAS REUNIÕES
Os Conselhos de Administração e Fiscal já realizaram sua PRIMEIRA reunião. Foi no dia 11 próximo passado, no Plenário João de Lyra Tavares do Conselho Regional de Contabilidade do Estado da Paraíba, com a presença de todos os membros desses dois órgãos do Fórum. E a SEGUNDA reunião já está marcada: será a partir das 14 h do próximo dia 19 do corrente, no mesmo local (sede do CRC-PB, Rua Rodrigues de Aquino, 208, Centro da capital paraibana), com pauta a ser definida pelo presidente Chico Nunes. Tais reuniões são meramente administrativas, sem caráter deliberativo – mas qualquer membro da Assembleia-Geral pode delas participar.
Num desses encontros, o Dr. Celso Pinto Mangueira, presidente do CORECON-PB, anunciou haver publicado o primeiro artigo de seu blog no Portal T5 do UOL, sob o título de “Confiança e Economia: consumo, investimento, crescimento, desemprego”.

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O economista Celso Pinto Mangueira, presidente do CORECON-PB e diretor de Relações Públicas do Fórum Celso Furtado.
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Da esquerda para a direita, entre outros presentes à reunião
inaugural, a deputada Pollyanna Dutra, o Dr. Paulo Fernando de Moura Bezerra Cavalcanti Filho, sua esposa, a Dra. Marília Medeiros de Araújo (eleita Vice-Presidente do Fórum), o professor Rômulo Soares Polari e o ex-secretário de Recursos Hídricos da Paraíba, o Dr. Francisco Jácome Sarmento.
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O Dr. Tarciso Martins de Oliveira, escolhido pela Assembleia-Geral como Secretário do Fórum Celso Furtado.
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O engenheiro Francisco Sarmento (Dr. Francisco Jácome Sarmento), especialista em Recursos Hídricos, também pode dar expressiva colaboração ao novel Fórum.
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Outro flagrante da Assembleia-Geral, formada por especialistas representantes de vários setores da vida paraibana.
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O Dr. Chico Nunes, que coordenou todos os trabalhos de estruturação do Fórum, fez uma exposição de cerca de três horas, sem que os presentes sentissem a passagem do tempo: todos estavam altamente interessados nos detalhes constitutivos da nova entidade que surgia no Estado. 
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O economista e especialista em sistemas de Gestão de Saúde Daniel Aran Mantero é um dos membros titulares do Conselho Fiscal do Fórum. 
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O Dr. Carlos Gláucio Sabino de Farias foi escolhido como diretor de Administração e Finanças do Fórum Celso Furtado.
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O economista Lourinaldo Bezerra da Nóbrega, ora cursando o Doutorado nos Estados Unidos, mas na Paraíba a fim de elaborar sua tese, foi eleito para integrar o Conselho Fiscal.
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A Dra. Márcia Cristina Silva Paixão, professora do Departamento de Economia da UFPB, igualmente compõe o Conselho Fiscal.
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O Dr. Paulo Fernando de Moura Bezerra Cavalcanti Filho é um dos especialistas integrantes da UFPB que prestam sua valiosa colaboração ao Fórum em formação.
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Outro detalhe da reunião em que foram aprovados o Estatuto e os nomes constitutivos dos Conselhos de Administração e Fiscal.
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Todos os detalhes do Estatuto foram cuidadosamente apresentados pelo Dr. Chico Nunes e discutidos em profundidade e com elevado interesse pela Assembleia-Geral.
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Outro ângulo da mesma foto inaugural do Fórum Celso Furtado:
uma pose para os álbuns da História.
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Durante a exposição do texto do Estatuto constitutivo do Fórum, dois de seus atentos espectadores e membros-fundadores:
1) o economista Celso Pinto Mangueira, presidente do CORECON-PB e diretor de Relações Públicas do Fórum Celso Furtado; e
2) o escritor, jornalista, editor e historiador Evandro da Nóbrega, também sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.
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Terminado o encontro histórico que fundou o Fórum, alguns dos sócios-fundadores participaram de uma happy hour no principal restaurante do primeiro andar do MAG Shopping – onde a conversa continuou, sobre o mesmíssimo assunto: o desenvolvimento socioeconômico da Paraíba.
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