Wednesday, February 06, 2013

ADENSA-SE O MISTÉRIO DAS PLAQUINHAS IDDÝLLICAS...


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O MISTÉRIO DAS IDDÝLICAS PLAQUETAS

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FRENTE À FRENTE COM A MONSTRA NESSIE
Na ilustração de uma testemunha ocular dos acontecimentos, o notável desenhista pan-russo Mitslav de Luna Nóbrega, vê-se a cientista britânica, engenheira civil e também criptozoóloga Iddy KeyRoss atirar em Nessie, a Monstra do Lago Ness, a partir de seu iate, o Crazybook. A supercarabina de Miss KeyRoss, porém, está carregada com balas especiais, que não matam: têm apenas efeitos sedativos — ela queria capturar a monstra viva. Outras presenças no barco: o magnata da Imprensa inglesa Oskar Karrheir; o Dr. Smith Marcell, da Saint-Kathryn University; e a festeira promoter Hammanda Bridges, igualmente das Ilhas. [Clique no desenho para ampliá-lo]

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O MISTÉRIO DAS MUI IDDÝLICAS PLAQUINHAS CONTINUA AINDA MAIS MISTERIOSO — MAS SURGEM OUTRAS PLACAS, ESTAS COM SEU INCRÍVEL CONTEÚDO REVELADO

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[pela transcrição,
Evandro da Nóbrega,
escritor, jornalista, editor]

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O que continham, afinal, as misteriosas plaquinhas ressurgidas (e logo depois desaparecidas) durante a festa báquica na mansão da Dra. Thammara Kellys?

As placas viram-se trocadas, ainda mais misteriosamente, entre a cientista britânica, engenheira civil e também criptozoóloga Iddy KeyRoss; o magnata da Imprensa inglesa Oskar Karrheir; o Dr. Smith Marcell, da Saint-Kathryn University; e a promoter Hammanda Bridges, igualmente das Ilhas.

MAIS QUE SIMPLES PLACAS
Os bem estranhos, mui suspeitos, superenigmáticos e até agora totalmente inexplicados objetos deixaram pairando no ambiente (e fora dele!) uma atmosfera obscura e intrigante, que até o momento continua a mexer com a imaginação das pessoas, especialmente as mais curiosas.

Vários estudiosos, voltados para a pesquisa esotérica ou para os conhecimentos herméticos, para as Ciências Ocultas em geral & para as Letras Apagadas do Desconhecido e do Intrigante em geral, continuam a dar tratos à bola, em ai de desvendar tantos arcanos escondidos sob o que se pensava serem simples plaquinhas, não mais que plaquinhas.

HAVIA OUTRAS PLACAS!
Mas, aqui, antes que Você chegue a saber o que seja mesaraico ou mesentério, apresentamos abaixo importante dossiê divulgado pelo hebdomadário Inverness Times & Courier, que circula (ou deveria circular) na região das Highlands escocesas. Longe de resolver o mistério das Plaquinhas Iddýlicas, o jornal escocês levantou mistérios ainda mais misteriosos.

Plaquinhas Iddýlicas?! Se o leitor não sabe o que danado é isto, não precisa esquentar a cabeça, que ficará sabendo logo mais. Submetido a exemplar tortura, o escriba meio semítico e muito somítico Druzz al-Druzziym deu com a língua nos dentes (enfim, “deu o serviço”) — mas não sobre as plaquinhas da Dra. Iddy KeyRoss e, sim, sobre outras placas da mesma especialista, só que tratando de um tema totalmente diferente, mas igualmente cativante. 

DEPOIMENTO DO COITADO DO EL-DRUZZIYM
Vejam o depoimento que os torturadores arrancaram de al-Druzziym, juntamente com pedaços de pele e unhas suas (o relato só tem o aspecto de ser escrito em versos porque, na juventude, o escriba Druzz al-Druzziym chegou a exercer a profissão de poetastro):

[...]
Mas eu vos digo que as outras plaquetas
da Dra. Iddy KeyRoss tratam de um monstro,
o Monstro de Loch Ness, a Nessie...
Houve até quem se atrapalhasse
e fizesse uma fotografia
da grande escultura de Nessie,
pensando tratar-se do monstro "em pessoa",
quando não passa duma escultura imensa,
postada a céu aberto,
junto ao Museu do mesmo nome,
erguido em homenagem ao criptídeo aquático.

Nem todos acreditavam em sua existência,
até que Idy Queiroz e sua equipe
mostraram ao Mundo as provas cabais
de que o gigantesco animal se banha
há uns mil e quinhentos anos
nas águas escuras, profundas e misteriosas
do Loch Ness.

[Disse eu “animal”?!
Pôxa, não é que até eu,
o mais cético de todos os céticos
no vasto e nebuloso campo da zoocriptologia
já estou também a acreditaire!)...

Quase mil e quinhentos anos depois...
Sim, porque a primeira referência
ao monstro do Lago Ness
deve-se ao missionário, depois canonizado,
e que portanto nos chegou com nome de santo:
são Columbano,
também conhecido como são Columba,
que floresceu entre 521 e 597 de nossa era
e que fora morar na Escócia,
no exercício de sua missão evangélica.

Um dia, Columba queria atravessar o rio Ness
com seus seguidores...

[Como? O quê, madame?
Não! É isto mesmo! Além do lago Ness,
registre-se também o rio Ness, uma das ligações
da grande lagoa com o oceano,
quando essas ligações ainda existiam
antes do início da última Era Glacial...

Releve-se esta interrupção
devida a Dona Anna Alphabéttykka,
e prossigamos.]

São Columbano esperou que
à margem chegasse o barqueiro,
um picto, isto é, um membro do antigo povo píctico
que habitava a Caledônia, em território escocês.

Quando o picto viera se aproximando da margem,
com sua barcaça,
surgira das profundezas das águas escuras
o horripilante monstro de Loch Ness
— e esta foi, a crer no registro histórico,
a primeira vez que sua aparição
se viu testemunhada.
Sim, o columbano santo deixou escrito
como salvou o píctico barqueiro
dos gadanhos do enorme peixe
ou o que danado fosse aquilo.
Teria o santo gritado para o monstro,
em altos brados e com seu mui potente vozeirão:
tratasse de largar o pobre barqueiro picto
e que dali se fosse embora imediatamente
sob pena de ser enviado ao Inferno.

Se Vocês não creem fosse assim tão forte
a voz do santo,
saibam que ela era treinada em pregações,
quando ainda nem se sonhava
com microfones & altofalantes;
e é bom que se lembrem:
de certa feita, Columba matou grande javali
com um só e altíssimo grito!

Mas... quanto ao Monstro do Lago Ness?!
Seria uma serpente gigante?
Seria um avião caído das alturas dos céus
nas profundezas das águas e que afinal boiou?
Um barco que emborcara?
Um iate naufragado?
Um submarino que não retornou à tona?
Seria um imenso réptil com demasiada timidez
ante o gênero humano e a claridade do dia?
Ou seria mesmo um plessiossáurio,
um pré-histórico sauropterígeo,
como queriam certos estudiosos?!

Mui errado andou o Governo escocês
quando anunciou, em fins de maio de 2003,
que o Monstro do Lago Ness não existe
e que tudo não passaria da mais pura imaginação.
O que têm eles contra as pessoas imaginosas?
Ora, se o próprio turismo na Escócia
se tem beneficiado
do que se achava ser uma lenda "ben trovata".

Agora, com o achado de Iddy KeyRoss
e dos demais membros de sua missão científica,
não há mais lugar para teorias contra ou a favor
— porque há fatos, fotos, textos, filmes e muita coisa mais
produzida por esses denodados quase-mártires da Ciência!
(Já pensou se algum deles tivesse recebido,
digamos, uma bocanhada ou outra qualquer sarrafuscada
do descomunal bicho?!)

A venerável Dra. Iddy KeyRoss
— além de todas as suas qualidades,
palpáveis & impalpáveis —
calha de ser também exímia mergulhadora.
Hospedada no Forte Augusto,
junto ao Canal Caledônio,
saiu ela, logo cedo da manhã,
com seus trajes de nadadora e, sozinha,
aventurou-se às frias águas do Lago Ness,
sem se importar com os gritos dos pescadores
de que devia sair urgentemente dali,
porque já se viam e ouviam sinais
de que o monstro se aproximava da superfície.

Mas a valente Iddy KeyRoss
não quis saber de conversa nem de mas-mas;
e, em pouco, já a cinco metros da tona,
avistaram-se ela e a serpente gigante dita Nessie.
Quer dizer, a serpente viu Iddy e Iddy viu a serpente,
diferentemente daquilo das vetustas cartilhas de abecê,
em que o Ivo via a uva, mas a uva não via o Ivo
— e em que o vovô via o ovo e a uva
e gritava em alto e bom som: "Ovo e uva boa!"...

Armada somente com seu arpão a raios laser,
Iddy KeyRoss cravou os belos olhos
nos horrendos olhões do asqueroso monstro.

No momento em que Iddy saltara na água,
trouxera novamente à vigília
aquela estranha criatura,
que lá embaixo dormitava,
recostada na quilha em decomposição
de uma velha barca de carga afundada...

Dependendo do ângulo de visão da infeliz presa,
poderia o monstro parecer também um batráquio,
ou, se quiserem, um anfíbios anuro do gênero Bufo,
membro da família dos bufonídeos,
de hábitos terrestres e pele rugosa...

Sapo gigante, tubarão pré-histórico
ou serpente ancestral, o fato é que o bicho
acordara-se de seu sono
entrecortado por temíveis roncos
e de seus sonhos eivados de sangue
— e, muitíssimo irritado, saíra em busca,
de quem lhe invadia os domínios.

Naquelas águas profundamente escuras,
vários meses durou o sensacional embate
entre a heroína Iddy KeyRoss
(que muito se assemelhava a Lara Croft)
e está espécie de Monstro da Lagoa Azul.

Às margens do lago, iam-se juntando curiosos
de toda natureza e procedência,
sem ligarem para as temperaturas
absurdamente gélidas de toda a área.
(Na Escócia, a média de dias ensolarados
não passa de 48 ao ano,
ao passo que regiões como a Paraíba,
no Brasil, apresentam 365 dias de Sol
no mesmo período de doze meses).

Assim é que, das margens do lago Ness,
enquanto se feria o terrível combate
entre a diva Iddy KeyRoss e a monstra Nessie,
equipes de TV filmavam;
magotes de fotógrafos fotografavam;
zilhões de jornalistas fofocavam;
mocinhas sofriam chiliques
e outras, coitadas, desfaleciam mesmo.

Ferdinand Waskoncellos, dono de um grande circo,
oferecia 30 mil libras esterlinas
a Iddy KeyRoss ou a qualquer outra pessoa
que capturasse viva a criatura
para que ele pudesse exibir,
numa jaula de seu picadeiro principal,
esse parente distante dos dinossauros,
que não mais existem desde o mesozoico
ou do cretáceo, há mais de 60 milhões de anos.

Havia, antes das descobertas de Iddy KeyRoss,
descrições de répteis aquáticos de grandes dimensões,
com um pescoço desproporcional ao tamanho da cabeça,
quem sabe da superordem dos Sauropterígeos,
que se deslocavam com a ajuda de enormes membros
em forma de barbatana,
alimentando-se o tempo todo
de salmões, enguias, esturjões e trutas,
enquanto percorriam locais inacessíveis
da grande falha tectônica existente na área do lago,
de 37 km de comprimento
por mais de um quilômetro e meio de largura
e com a profundidade máxima de 226 metros.

Quem via tal monstro estaria sofrendo
de histeria coletiva ou pareidolia?
Ou havia mesmo ali, no lago modelado
pelas geleiras ou glaciares
daquela última Era do Gelo,
uma criatura também vista por Scooby Doo,
e que duelou com Xiaolin e o SuperMario,
e que é prima dos monstros
de outros lagos misteriosos
como o Coruja, o Naso e o Porkness?!

Todas estas riquíssimas informações
estão contidas noutros HDs e tábuas e tabelas
de propriedade da cientista Iddy KeyRoss
— mas são tabuletas completamente diversas
daquelas Tabuinhas Iddýlicas
aparecidas e em seguida desaparecidas
da Festa Greco-Romana do Solar Thammaral.
E essas tabuinhas e esses discos rígidos
contém tudo o que já foi reunido,
nas últimas décadas,
pela Biblioteca do Congresso Americano
e pela Smithsonian Institution
em torno do monstrão lacustre.
São materiais os mais diversos,
sob a forma de livros, filmes, plaquettes,
folhetos, filmes, dicionários para os céticos,
manuais de ficção, tratados inteiros
sobre todas estas coisas estranhas,
recortes mil de The New York Times
e de centenas de outros jornais Mundo afora.

Com sua cultura abrangente,
não teve a Dra. Iddy KeyRoss
dificuldade alguma em logo batizar de Nessie
o criptídeo recém-encontrado “em pessoa”
depois de sua fuga da Festa Greco-Romana
em casa da semideusa Thammara.
E todo mundo está careca de saber que,
além de engenheira civil,
ela é também criptozoóloga,
ao passo que o enamorado,
Herr Marcell Díaz,
especializou-se em criptobotânica
— formando os dois, portanto,
imbatível par nos meios científicos!...

Os mais crédulos até consideram que essa
lagartixa imensa que tem o nome de Nessie
pode ser uma inacreditável mistura
de vegetal, mineral, animal e matéria estelar,
um zoobotânico aborto da Natureza
em estado mais ou menos líquido,
mais ou menos gasoso, mais ou menos sólido
e, por que não,
mais ou menos em estado de plasma...

A Dra. Iddy KeyRoss já se se topou muitas vezes
com esse criptídeo nas solidões invernosas
das Terras Altas da Escócia,
onde tais bichos de há muito viraram atração turística.

É um réptil gigantesco, o Monstro do Lago Ness,
irmão em espírito de outras criaturas legendárias,
como o Iéti ou Abominável Homem das Neves,
o Chupa-Cabra, o Pé-Grande, o Verme-da-Mongólia,
os Dragões Alados, o Demônio de Jérsei,
a Besta de Gévaudan, o Macaco-de-Loys,
o Símio-de-Bondo, o Skunk Ape,
os Celacantos, as Lulas Gigantes,
o Ornitorrinco e o Mapinguari,
o Yehren e o Sasquatch,
o Mokele-Mbembe e o Mothman,
entre muitas outras assombrações, brrrr!
Sobre o Monstro do Lago Ness,
editou a Dra. Iddy KeyRoss uma obra coletiva
que já saiu em vários idiomas,
a exemplo do português e o galego,
o espanhol, o catalão, o valenciano, o inglês,
o francês, o italiano e o vêneto,
o mandarim e o cantonês, o árabe e o urdu,
o russo, o búlgaro, o polonês, o tcheco,
o eslovaco, o ucraniano, o dinamarquês,
o norueguês, o sueco, o alemão,
o holandês ou neerlandês, o hebraico e o iídiche,
o grego, o esperanto e o ido, o letão,
o estoniano e o lituano, o croata, o sérvio,
o servo-croata e o macedônio, o esloveno, o eslovaco,
o fársi ou iraniano, o finlandês, o híndi e o assamês,
o magiar ou húngaro, o indonésio,
o malaio e o tagalog ou tagalo, o japonês, o coreano,
o romeno, o gaélico escocês, o gaélico irlandês
— e até mesmo no idioma euscara ou basco
ou vasco ou vascaíno ou biscainho.

Essas plaquinhas, plaquetas, chapinhas ou tabuletas
se constituem num mistério desde os tempos
das escritoras karyhokkazz Byanka Wykk e Lucy Wykk,
promoters das primeiras festas virtuais de que se tem notícia.
Não se sabe nem se as plaquinhas são em grande número
ou se não passam de umas poucas...

A Scotland Yard, o Mossad e outros serviços secretos
de várias partes do Mundo
já colocaram seus melhores homens na investigação
em torno do mistério das plaquinhas iddýlicas
— mas sem o menor sucesso,
vez que o segredo é muito bem guardado,
não diria a sete chaves simplesmente,
mas a sete mil chaves, trancas & cadeados
(e, ademais, as Guardiãs do Segredo são incorruptíveis).

De modo que há muita gente
perdendo literalmente o juízo
porque não consegue penetrar os arcanos
das Plaquinhas Iddýlicas,
as quais provavelmente estão fadadas
a nunca serem desvendadas,
permanecendo no limbo das coisas inexplicadas.

As Dras. Leylla Maryanna Ferrdynnándezz
e Sirlei Boselli, esta from Saint Joseph of Black River,
até acharam que haviam decifrado tudo
— mas ex-agentes da CIA, da KGB e da Neo-Gestapo
juram de pés juntos que elas nem chegaram perto.
O Dr. Ferdinand Waskoncellos, no entanto,
ficou bem “quente”, matando a charada
quase que totalmente...

Agora se pode cabalmente explicar
o porquê do sumiço da cientista Iddy KeyRoss
da Festa Greco-Romana promovida
na semana passada: de fato, Miss KeyRoss
desapareceu dos amplos salões
com placas e tudo o mais
simplesmente porque, nos jardins da mansão,
secretamente pousara silencioso helicóptero
que a levou a um submarino
ainda mais secreto e silencioso
e o submarino a transportou a uma base aérea
onde os militares trataram de a transportar
para a região das Terras Altas e dos lagos escoceses.

Mas Iddy KeyRoss não se dirigiu à Escócia
só por causa de seu gosto pelo uísque nacional lá deles!
E, na viagem, ela transportou não as tais plaquinhas,
que vão continuar sendo um baita de um mistério,
mas a tabuinhas em que revelava
outros segredos: os mistérios de Loch Ness,
que afinal vêm a lume agora!

O magnata da Imprensa inglesa Oskar Karrheir,
o Dr. Smith Marcell, da Saint-Kathryn University,
e a promoter igualmente britânica Hammanda Bridges
são três grandes aliados da cientista Iddy KeyRoss.
Tão periculoso quarteto conhece bem todo o mistério,
mas não revelarão o segredo das tabuinhas
nem que contra eles se empreguem
as mais cruéis torturas imaginadas por terroristas.

Continua, portanto, o suspense.
E, de minha parte, confesso francamente
não ter a mais mínima ideia
do que contenham as tais placas.
E se forem... placas-mãe?!

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Wednesday, January 30, 2013

“BACCHUS CHEZ THAMMARA”



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“BACCHUS CHEZ THAMMARA”

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Um detalhe da fotografia secretamente batida no momento em que Dyônisos, vulgo Bacchus, amontado em seu querido jumento e coroado por cachos de uvas, adentrava o local da festa, ao som de ditirambos, com sua procissão de bacantes, sátiros, bodes, faunos, tocadores de liras e cítaras, bebuns, leões, borregos, anões, monstros et caterva. [Please, clique na foto, para ampliá-la]

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COBERTURA RAZOAVELMENTE COMPLETA
(E SOBRETUDO ANTECIPADA!) DA
FESTA IMAGINÁRIA IDEALIZADA
POR HAMMANDA PONTIS
PARA THAMMARA KELLYS


[A PARTIR DE UM FRAGMENTO DO POEMA GRECO-ROMANO TRADUZIDO PARA O FRANCÊS COMO “BACCHUS CHEZ THAMMARA” E VERTIDO PARA O PORTUGUÊS DO JEITO-MANEIRA QUE ABAIXO VAI]:


pela transcrição,
Evandro da Nóbrega,
escritor, jornalista, editor

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[...]

Antecipando-me no tempo e nos dias e nas horas,
eu, o escriba Druzz Druzzus,
mais conhecido na arábica língua como Druzz al-Druzzyim,
filho semítico de Cronos e secretário-mor de Dyônisos,
vou aqui logo escarafunchando e escrevendo e fofocando e dizendo
algo do que ocorrerá,
e é o de mais inocente,
a partir das 21 horas desta quarta-feira,
isto é, na noite de hoje,
o sortudo trigésimo dia
do mês primeiro
do "annus mirabilis" de 2013.

No fáustico decorrer da grande Festa Greco-Romana Típica,
Internacional e Imaginária,
organizada pela pitonisa Hammanda Pontillonis
na aprazível chácara de outra semideusa, Thammara Kellys,
a parte que mais chamou a atenção da Mídia Global foi aquela
em que o próprio Baco — em pessoa e personificação do imenso
e supercamarada deus greco-romano Dionisos/Bacchus —
adentrou os festivos salões thammaranenses,
montado em seu belo jumentinho e seguido pelas bacantes
que sempre o acompanham a todos os cantos do Mundo,
dançando freneticamente.

Vinham com Baco, também,
muitos sátiros e outros amantes
dos prazeres da carne e do espírito,
em especial aqueles dedicados
às vitivinícolas atividades
— os produtores e consumidores de bons vinhos!

Por mais de uma hora,
ingressou no sagrado recinto a autêntica procissão
de figuras lideradas por Dyonisos/Bacchus,
para a admiração de deusas & semideusas,
deuses & semideuses
que igualmente lá se encontravam,
a começar pela própria greco-egípcia Thammara Kellis,
a qual, caindo no canto de sereia
da rainha Cleópatra,
está em ai de abandonar seu escritório de Advocacia
para se dedicar, na mui especialmente remota Alexandria,
ao culto do deus Rá — contra o que se rebelam todos os amigos.

Como previra uma das convidadas,
não demorou um segundo e todos os convivas
já envergavam suas togas e túnicas inconsúteis
e portavam seus cálices dourados,
com o abundante vinho esborrotando
— prova de que alguém lhes tinha "passado a palheta",
isto é, enchido as medidas
até que se derramasse o conteúdo
pelas mesas, pelos tapetes persas,
pelo piso de mármore de Carrara.

Uma imensa pira foi acesa, à guisa de lareira ritual,
e diante dela assentou-se belamente o deus Bacchus,
sempre com sua coroa de vinhas, as uvas descendo
pelas faces coradas e sorridentes.
A invariavelmente frenética e bela música das bacantes
logo se se fez ouvir,
como de hábito tocada pelo séquito de Bacchus,
aí incluídos os faunos saltitantes
— e era de vê-los perseguindo as convidadas.
Devotos & devotas de Bacchus gritavam a cada instante,
no grego mais ático: "Bakkannal! Keremos bakkannal!"...

E a tudo Dyonisos apenas sorria,
com aqueles olhos sampacos
de quem já ingerira tonéis e mais tonéis
da beberagem dos deuses.
E Eliana Paes,
interpretando o sentimento dos presentes,
mandava beijos e mais beijos, não só a mancheias,
mas também a lábios & bocas cheias,
para os circunstantes em particular e em geral.
E a festa se estendeu para os que se encontravam,
no momento, na Praia da Daniela...

A música mais tocada, durante o forrobodó, no entanto,
foi mesmo o ΕΠIΘAΛAMIO THΣ ΣAΠΦOYΣ,
vale dizer, o "Epithalamio tis Sapfous",
isto é, o "Epitalâmio ou Hino das Bodas da poetisa Safo",
na interpretação de Petros Tabouris.

Mas voltemos algo no tempo para dizer:
eis que Baco em pessoa chega à festa,
com seu jumento sorridente e com o bode ritual de pelo negro
— e, no entanto, o báquico "bode cheiroso"
nenhum mau odor apresentava;
muito pelo contrário, sua presença perfumou
o ambiente, em que todos já estavam em ânimo de festival.

E adentraram também o local
as semideusas feminíssimas
como Amanda Pontes, de Florianópolis, Santa Catarina;
e e a da mesma forma dulcífera Idy Queiroz,
misto de poetisa e engenheira civil;
e a paulista Sirlei Boselli, de São José do Rio Preto;
e a carioca Lucia Vic, diretamente do Rio de Janeiro;
e Doutora Isadora Meirelles, representando
a Universidade Anhembi/Morumbi;
e a Psicóloga-Mor Verônica Lúcia do Rego  Luna,
do campus de João Pessoa da Universidade Federal da Paraíba;
e Flávia Moura, melíflua e melífera mélissa
que trabalha para a Mel Noivas;
e a jackie-of-all-trades Leila Mariana Fernandes;
e a mui trissábia pedagoga universal Elisabette Pettená,
das Ciências da Educação na USP;
e a superanalítica analista Eliana Bucci,
da área de Educação Ambiental da Fundação Florestal,
onde imperam supremas as deusas Atena e Diana;
e a arábica odalisca-mor Marihem Abdalla,
ora coreograficamente bailante em Ituverava,
a não se sabe quantas milhas romanas de Sanctus Paulus;
e outra enviada de Afrodite, a Dra. Maria Edna Bernardino Pinto,
em cujo nome já se encerra a Arte Maior de nosso hendecassílabo
— que remonta ao grego "hendekasúllabos",
pelo latino culto "hedecassyllabus";
e a Nathalia Leão Garcia,
gerente de Contas nos Albergues
da Juventude Grega nas Árvores Azuis;
e a mais decidida das Karlas, Carla Lourenção,
enviada especial da Vet Care;
e outra fluminense de coração, Ana Marta da Silva,
também diretamente da eterna Cidade Maravilhosa;
e a atriz ateniense MacElaine Cristina Moura,
querida de todas as amigas & amigos
da semideusa Thammara Kelly.

E veem igualmente as coortes masculinas,
lideradas por viris efebos apolíneos, como
Paulo Sérgio Viana Bezerra, do Pacoti;
Edison Gil, diretor da Clara Luz
de Todos os Nossos Pensares;
e o Dr. Smith Marcelo,
da Universidade Federal de Santa Catarina;
e o "homo administrativus" Josphus Carolus Brunus,
analista da Racing Automotive;
e Reginaldus Castrus,
proprietarius da Mídia Maxxima;
e o magister Ferdinandus Vasconcellus,
diretor imperial de Engenharia Civil;
e o ecônomo-gerente Miler Clewston de Marchi,
desenvolvedor-mor dos negócios do Império,
em especial no que tange aos produtos têxteis
— logo ele, que tão maviosamente tange a sonora lira;
e outro aparentado com os deuses,
Carolus Albertus Oliveirae,
da bucólica urbe de Cássia,
nas Jazidas Generais,
que o vulgo chama de "Minas Gerais";
e o cônsul Marcus Aurelius Aguiarus Raederus,
procurador-geral de todo o vasto Império Romano;
e o sempre sóbrio Marcos Gasparian,
convidado especial; 
e o campeão de péntathlon/héxathlon
Rod Abbamonte,
membro do Mens Corpore Contemporanea
— e athleta imbatível,
notadamente no salto a vara & distância,
no páreo da corrida, na luta do pancrácio,
nos demais pugilatos, na competição espada
e da adaga e da esgrima,
e tanto no lançamento do disco
quanto no arremesso de dardo;
e o Cyrrhus/Cyro Bittencourt,
cujo britânico sobrenome
não significa “Tribunal Mordido”,
ao contrário do que pensa o vulgo;
e o sem dúvida mui ecológico magister,
Dr. Clistenes Nascimento,
do Departamento de Agronomia
da Universidade Federal Rural de Paranampuca
— que é o nome original de Pernambuco,
no tupi dos índios;
e o célebre tribuno Orlandus Costa Fili Mi,
que chegou a trabalhar como advogado
de Julius Caesar, escapando por pouco
dos punhais comandados por Brutus;
e o único ganhador do prêmio correspondente ao Oscar
da Universitatis Autonomensis de Elisibona,
o Doktor Oskar Karreyrha, da UAL europeia;
e o Dr. Viictoor Ortiiz,
da Universidad Nacional Autónoma de México,
mas que, na vida real, não dispõe de tantas vogais
em seus honoráveis nome e sobrenome
— digo, nombre y apellido;
e ainda outro seguidor báquico,
Evandrus Anorvegensis,
do Judiciarius Parahybensis,
que não precisou vir amontado em burro algum,
sob a alegação de que já é "um deles";
e um último, mas não em último lugar, adorador de Bacchus,
Mesac Silveira, brasileiro de São Paulo...

E comunicaram a Dyônisos, em altos brados,
que, tendo em vista que o herói Héctor
nada dissera ainda, ficara-se sem saber
quem seria, em todo o decorrer da festa
(ou, quiçá, apenas por alguns momentos),
o felizardo neomarido da semideusa Sirlei Boselli.

Oskar Karreyrha, querendo ser Apolo,
o deus da beleza, estava no entrementes
fantasiado de Narciso, mas não de maneira apolínea
ou mesmo narcísica — era apenas o seu traje natural
do dia-a-dia, como depois se confirmou
por uma foto de perfil.

No entanto, a própria Sirlei explicou,
ao atento Bacchus, que ficara logo viúva,
haja vista haver seu amado marido, Héctor,
sido tristemente morto,
desde os tempos homéricos,
pelo celerado Achylles!
E Bacchus só fazia rir, sorrir, gargalhar,
com o fácies entumescido pelo muito vinho
que já remetera para o sagrado pandulho lá dele...

Cercada de sorrisos e frutas, vinhos e danças,
deusas e deuses, e empunhando solenemente
seu cálice dourado cheio até a borda,
a especialista em Mitologia Greco-Romana
Idy Queiroz — que sempre digiconversa
com toda a gente sobre Bacchus
& outros deuses do Olympo —
invariavelmente chama Dyonisos
pelo epíteto de Acratóforo,
"o doador do vinho mais puro";
e, desta feita, apresentou-se ela vestida como a deusa Psychê,
a mais completa tradução da Idy mesma,
pelo menos desde quando esteve em Figaleia,
na Arcádia, para um acratofórico papo
com o deus das vinhas.

Outro convidado ilustre, o centurião Raffaello Foresi,
por seu turno, só chama Bacchus
pelo nome trácio-frígio de Sabázio,
designação que herdou da mais recuada antiguidade,
no Panteão romano, equiparando-se portanto
ao próprio Zeus, o deus dos deuses.

Todos
— até mesmo o de normal calmíssimo Bacchus —
mostraram-se bastante preocupados
quando Sirlei Boselli revelou (mas era apenas brincadeira)
que lhe estava “dando um faniquito”.
talvez por causa do grande comparecimento à festa,
promoção mais prestigiada que os saraus do Monte Olympo.

A semideusa Leila Mariana Fernandes
foi, até prova em contrário,
a convidada que mais cedo se preparou
para os festejos,
sendo também a primeirona a chegar
ao santo recinto da farra.
Oskar Karreyra não viu mérito nisto, porque,
em ela chegando cedo, poderia logo estar
com a roupa da fantasia toda amarrotada.
Mas a (semi)deusa não estava para brincadeiras e redarguiu:
— Chegarei linda e linda permanecerei durante todo o tempo,
vez que ser linda é atributo divino,
de quem precisa de todo um dia para se arrumar”.
E, em torno disto, nada mais lhe foi perguntado.

Muitos amigos de outra (semi)deusa,
Elisabette Pettená,
forcejaram para serem também convidados,
ameaçando invadir o santuário,
nele entrando como penetras.

Nem mesmo Zeus, em sua infinita sabedoria,
entendeu quando Hammanda Pontis anunciou
em alto e bom som: “Preciso me tornar
uma deusa grega e é agora!”
— já sendo ela uma... (além de “linda guria”,
no dizer da Sirlei Boselli, que nunca se engana quanto a coisas tais.

E a Dra. Ana Paula — que trabalha como médica,
nas horas em que não está participando de festas a Bacchus —
só se refere ao deus como Ditirambos,
numa alusão a seu duplo nascimento
— pois Dyônisos duas vezes nasceu,
tendo morrido apenas uma,
quando foi despedaçado e deglutido
pelos monstruosos gigantes.

Enquanto isso, no vasto salão,
a (semi)deusa Nathalia Leão Garcia
gritava outro apelido de Bacchus,
Acroreites, “como era chamado em Sicião”.
Sua igual, Leila Mariana Fernandes,
lhe respondia que era melhor chamar Dyonisos
pelo epíteto de Adoneus, “o que dirige ou manda”.
Mas, pegado com livros de Mitologia,
por seu turno insistia o conviva
Paulus Sergius Vianna Bezerra
em chamar Bacchus de Aegobolus
     isto é, Egóbolo, “o matador de bodes”,
como era visto em Potnias, na Beócia antiga.

Mas Hammanda Pontis insistia em fazer conferência
sobre a poderosíssima deusa Héstia ou Vesta,
uma das doze divindades olímpicas e que,
na mitologia greco-romana,
é a deusa dos laços familiares,
simbolizada pelo fogo da lareira,
além de filha de Saturno e Cibele (na mitologia romana)
ou filha de Cronos e Reia (para os gregos).

Felipe Nóbrega teimava em se referir a Bacchus
como Esimnetes, “o Senhor”, conforme se dizia na Aqueia,
ou, ainda, como Ágrios, “o Selvagem”, na Macedônia;
ou mesmo Brômios, “o Criador do Trovão”,
“o que fala mais alto, nos Céus”, para outro gregos.

Este escriba que vos fala, no entanto,
na condição de secretário de Dyônisos,
pode vos dizer com segurança,
no presente ditirambo (a principal forma de a Humanidade
se comunicar com o deus Bacchus)
que esta divindade tem ainda muitos outros epítetos,
dos que enuncio apenas os seguintes mais expressivos:
- Licnites, “a ventoinha do joeirador”,
que separava o grão do palhiço, o joio do trigo;
- Dendrites, o mesmo que Endendros,
“aquele das árvores”, o deus da fertilidade;
- Eleutérios, “o libertador”, apelido igual ao de Eros;
- Iacos, como no hino dos Mistérios de Elêusis;
- Enorques, “o que tem testículos”, como era visto
nas ilhas de Lesbos e de Samos;
- Ericriptos, “aquele inteiramente escondido”,
como venerado na Macedônia;
- Evoé ou Evius, como na peça As bacantes,
de Eurípedes;
- Lieus, “o que desamarra”, o que livra dos cuidados e ansiedades...

De todos os apelidos com que foi brindado,
na festa que Hammanda idealizou para Thammara,
o que mais agradou Bacchus foi o de Eneus,
o deus da prensa ou lagar
com que se espremem os bagos viníferos
— "os quais, então, se transformam em uvas líquidas",
no belo drizzer do Deuzz azzociado ao bodde...

E Bacchus detestou particularmente um epíteto
com que alguém, parece que vindo da Macedônia,
o chamou durante essas funções festivas:
Pseudanor, vale dizer, "homem falso".
E Bacchus explicava, paciente:
"Ora, se nem homem sou! Sou deus! Então,
até que poderia ser um deus falso
(e não o sou, porque in vino veritas,
no vinho está a verdade);
mas um "homem falso", jamais, à jamais, never,
nunca, nunquinha de pitibiriba!"...

[É, temos notado que,
depois da entrada da Grécia na União Europeia,
os deuses, especialmente Dyônisos, estão tomando
cada vez mais liberdades com a linguagem!...
Isto não nos parece conforme o puro Classicismo!...]

;-)

E a Medusa, claro,
nem chegou a ser cogitada
para fins de convite,
já que ninguém em sã consciência
queria morrer petrificado
ao ver sua horrenda caratonha.

Tudo isto era reproduzido
num imenso telão operante, o tempo todo,
no principal auditório
da Fundação das Artes
de São Caetano do Sul...

[...]

[Aqui, infelizmente, interrompe-se o manuscrito. I'm sorry! Mas as buscas continuam! Se Você tiver a sorte de achar o restante do texto, please faça-nos saber disto, para futura publicação!]

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