Wednesday, December 14, 2005

URLs DE AMIGOS: SAITES QUE O DRUZZ MUI VIVAMENTE RECOMENDA [DICA NÚMERO 1]

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Desde 1992 (com copyright de 1996?) que a, ehr, como direi, empresa Cangaço P.E.G. (Cangaço Productions Entertainment Group) mantém na Internet — graças à iniciativa de Bergson Reynaldo de Luna Freire, Vladymir "Ranxerox" Mariz-Nóbrega & outros gozadores — a "melhor página de humor paraibano do Universo", sob o título de OXENTE PAGE. Fica no URL
www.cangaco.com.br (assim mesmo, sem cedilha)
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O multipremiado inventor paraibano REGINALDO MARINHO, com duas medalhas de ouro na Europa por um de seus inventos (Construcel), é uma prova viva & bolindo de que "santo de casa não faz milagre". Não que ele não queira obrar os tais milagres por aqui — muito pelo contrário: é porque não deixam, não querem que ele faça nada, não querem ajudá-lo a prosseguir naquilo por que é reconhecido no Mundo civilizado. Pois bem, ante toda essa incompreensão, o rapaz vai-se embora da Paraíba, como Augusto dos Anjos & muitos outros fizeram. Para saber mais sobre ele, basta gloogglar "Reginaldo Marinho" (assim, entre aspas) e mandar ver. Mas um bom começo está no URL http://inventabrasilnet.t5.com.br/cntruc.htm

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Acima, numa foto de sua esposa Maria Helena, o conhecido artista plástico, publicitário, designer e fotógrafo paraibano GUY JOSEPH focaliza a Cachoeira do Roncador para sua exposição virtual "Expedição Terra da Gente Paraíba". É, o homem chegou agora até ao Pico do Jabre! E sempre fotografando o patrimônio histórico, artístico, arqueológico, religioso, cultural e natural, na Capital e no Interior, em companhia ou não da esposa e/ou da filha Luíza Helena, que, por osmose, já pegaram os macetes do marido e pai com as lentes, objetivas, teleobjetivas e tudo o mais. Não deixe de visitar seu URL, em www.terradagenteparaiba.com/

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POESIA? LIVROS? CRÍTICA? LINKS POÉTICOS E/OU LITERÁRIOS? É com a home page do poeta, escritor e grande figura humana que é ANTÔNIO MARIANO, no URL www.antoniomariano.com

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SITE DA SÔNIA VAN DIJCK [pronuncia-se déyk]. Escritora, poetisa, contista, crítica literária, Milady sans peur et sans reproche e muita coisa mais, minha querida amiga Sônia van Dijck apresenta em suas web pages grande variedade de textos — tudo de alta qualidade literária.
URL: http://www.soniavandijck.com

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SITES DA VERÔNICA!!!
São DOIS web sites, tidos de há muito entre os MAIS VISITADOS da Internet brasileira: o fotoblog e o "flogão" diariamente atualizados pela professora da UFPB e doutoranda em Psicologia Verônica Lúcia do Rego Luna. Não deixem de ver as fotos mais antigas, com suas criativas legendas e arquivadas em datas anteriores à atual!!! Os URLs são, respectivamente, http://veronicaluna.fotoblog.uol.com.br e www.flogao.com.br/veronike


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CORDEL ON LINE - Saite mantido pela escritora Clotilde Tavares,
para que os poetas populares de plantão comentem
em sextilhas notícias inusitadas da atualidade - NO URL
www.cordelonline.com.br

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LUIZ ALBERTO MACHADO - Autor, Guia de Poesia, Cordel,
Música, Teatro & Cia., Infantil, Pesquisa, Tataritaritatá,
Bloguerótico, Entrevistas, Varejo Sortido, Links - NO URL
www.luizalbertomachado.com.br/

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TEATRO, CINEMA, POESIA, ARTES EM GERAL:
Cely Farias, atriz, no URL
http://cely.flog.oi.com.br/

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ARTES PLÁSTICAS: Fred Svendsen, no URL
http://www.svendsen.jpa.com.br/

Sunday, December 11, 2005

LIVRO DE PETRA RAMALHO SOUTO SOBRE AS MULHERES NO TEATRO DE NELSON RODRIGUES

Petra Ramalho Souto,
a autora do livro sobre as
mulheres no Teatro de Nelson
Rodrigues. Abaixo, todas as
informações sobre o lançamento
desta importante obra, fruto de
seu Mestrado em Teoria Literária.


Esta não é propriamente a capa do livro de
Petra Ramalho Souto sobre as mulheres no
Teatro de Nelson Rodrigues. Mas a foto acima,
mostrando o convite para o lançamento da obra,
dá bem uma idéia de como ficou essa mesma capa,
uma das mais bonitas já realizadas pela
Editora Idéia.


LANÇAMENTO DE LIVRO DE

PETRA RAMALHO SOUTO

SOBRE AS MULHERES NO TEATRO

DE NELSON RODRIGUES

MARCA 25º. ANIVERSÁRIO

DA MORTE DO GRANDE DRAMATURGO


No Teatro Paulo Pontes, dupla homenagem ao teatrólogo Nelson Rodrigues: a) lançamento de um de um livro sobre ele, de autoria de Petra Ramalho Souto; e b) uma instalação cênica com trechos de suas peças, a cargo de Humberto Lopes


Neste dia 21 de dezembro de 2005 — uma quarta-feira, data em que se comemora o 25o. aniversário de morte do grande dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues e, também, por coincidência, dia do aniversário da Autora da obra, Petra Ramalho Souto — será lançado o livro “As mulheres de Nelson: representações sociais das mulheres em Os sete gatinhos de Nelson Rodrigues”.

Este livro é o resultado da pesquisa de Mestrado da professora, escritora, atriz, jornalista e articulista Petra Ramalho Souto, atual Diretora de Programação Cultural da Fundação Casa de José Américo e Coordenadora do Núcleo de Estudos Canadenses da Paraíba. Petra é Mestra em Teoria Literária pela Universidade Federal de Pernambuco.

O lançamento do livro de Petra sobre as mulheres de Nelson Rodrigues acontecerá às 19h, no Teatro Paulo Pontes, antecedendo a estréia da instalação cênica “Paixões urgentes”, dirigida por Humberto Lopes. A instalação é realizada a partir de fragmentos de peças de Nelson Rodrigues.

Informações adicionais? Ligue para o próprio Humberto Lopes (3221-6220 / 8811-7272) ou para a autora do livro, Petra Ramalho Souto (3224-6558 / 3226-6902).


O PREFÁCIO DO LIVRO DE PETRA


O livro de Petra Ramalho Souto sobre as mulheres no Teatro de Nelson Rodrigues tem o seguinte Prefácio da Dra. Sônia Lúcia Ramalho de Farias:


AS DIFERENTES CONFIGURAÇÕES FEMININAS DE
NELSON RODRIGUES, POR PETRA RAMALHO SOUTO


Sônia L. Ramalho de Farias


A essa altura, poder-se-ia supor que nada mais resta a dizer sobre a polêmica dramaturgia de Nelson Rodrigues, exaustivamente estudada nacional e internacionalmente sob os mais diversos ângulos e recortes.

O livro de Petra, As mulheres de Nelson: representações sociais das mulheres em Os sete gatinhos, originalmente sua dissertação de mestrado, defendida na UFPE em 2004, vem demonstrar o contrário.

Sem fazer tábula rasa da vasta fortuna crítica do escritor, mas, ao contrário, incorporando a contribuição dos estudos predecessores ao seu texto, a autora estabelece com estes um fecundo diálogo, que não só contribui para aprofundar aspectos já estudados, mas também busca rever questionadoramente outros, abordados ainda de forma insuficiente pela ensaística que a antecede.

A feliz escolha de Os sete gatinhos: divina comédia em três atos e quatro quadros (1958) como objeto de análise, quase sempre relegada a um segundo plano pelos estudiosos da obra do autor e pela crítica teatral do país, ou vista apenas em conjunto com suas demais produções, vem de certa forma preencher uma lacuna (parcial) nos estudos sobre o dramaturgo.

O recorte temático, a questão feminina, mais especificamente, a condição da mulher suburbana da classe média brasileira, também não poderia ter sido mais adequado. Motiva-se pelo próprio universo dramático do autor. Como diz a ensaísta, onze de suas dezessete peças têm a mulher como protagonista e nas demais as figuras femininas, embora secundárias, funcionam como elementos relevantes.

Justificados texto e tema, o trabalho de Petra tem o mérito de não isolar a produção literária rodriguiana, mas de vê-la em suas condições de produção, inserindo-a no panorama da sociedade brasileira de sua época e na história do teatro nacional, que Nelson ajudou a construir e modernizar.

Subsidiado por uma metodologia interdisciplinar e por uma bibliografia dedicada ao estudo da mulher na literatura brasileira, o ensaio focaliza simultaneamente a obra e o chão histórico que a informa. Busca, assim, responder a uma dupla questão: quais as representações sociais das mulheres veiculadas em Os sete gatinhos e como essas representações se articulam à sociedade brasileira de meados do séc. XX, contexto onde se insere a peça.

Através dessa dupla preocupação, o estudo destaca preliminarmente o estabelecimento de uma moral sexual relativa à mulher na formação social do Brasil, moral cristã “descrita e criticada já no teatro medieval de Gil Vicente”, tendo como esteio a religião católica legada pelo processo de colonização portuguesa e a influência desse processo moralizador nas representações sociais da mulher no Brasil dos anos cinqüenta do século passado E, ainda, em revistas e periódicos da época, veiculadores de uma postura conservadora acerca do feminino, e na literatura folhetinesca desse período.

O objetivo primordial é não só apreender as marcas desse solo literário e contextual na peça em estudo, mas verificar as alternativas que o texto oferece à situação feminina social e literariamente dramatizada. Em outras palavras, interessa ao trabalho apontar uma possível resposta textual em termos de manutenção ou transgressão do status quo, consubstanciado por instituições seculares como a Igreja e pela herança da ordem patriarcal colonialista.

O exame de tópicos como mulher, sexualidade, religião, representações femininas na vida social e literária do Brasil de 1950 converge para um modelo dual ancorado na tradição do cristianismo, ressaltando-se dois perfis de mulheres dicotomicamente delineados: o da santa e o da prostituta, cujo paradigma evangélico está nas respectivas figuras da Virgem Maria e de Maria Madalena ou ainda na imagem bíblica de Eva, as duas últimas associadas à tentação e ao pecado, ou seja, à percepção demoníaca da mulher na cultura cristã ocidental. Petra encontra esse paradigma redimencionado na dramaturgia de Nelson Rodrigues, que, segundo ela, interioriza criticamente os papéis sociais construídos para as mulheres desde o Brasil colonial: o da mulher virtuosa e recatada, e por isso mesmo destinada a assumir as funções de “rainha do lar”, esposa e mãe, e o seu antípoda, a mulher desfrutável, reservada ao prazer e à transgressão masculina fora de casa.

No contexto dos anos cinqüenta, com o aceleramento do processo de industrialização e urbanização das grandes cidades brasileiras e com as conquistas feministas em âmbito internacional, a mulher passa também no Brasil a ocupar algum lugar no mercado de trabalho, nas universidades e no espaço público, sem que, no entanto, se alterassem substancialmente a posição subalterna e os papéis a ela destinados na ainda rígida hierarquia da ordem patriarcal.

Os sete gatinhos dramatizam essa situação feminina tornando mais complexo o modelo dual da sociedade carioca que informa a peça. Ao invés da dicotomia assinalada, correspondente a perfis distintos de mulheres, tem-se a simbiose numa única figura feminina da dualidade santa/prostituta.

Aí, segundo aponta Boff, uma das intérpretes do escritor citada no estudo, “esse conflito tormentoso entre a virgindade e a ...prostituição [...] tem força e economia dramáticas bem mais realizadas do que nas suas peças anteriores”. Entre um pólo e outro, o livro de Petra Ramalho delineia, através do jogo de luz e sombra em que avultam as personagens, uma gama matizada de configurações femininas no núcleo familiar que protagoniza a peça: a família de “seu” Noronha.

Configurações que vão desde o perfil da prostituta romântica e carente, desejosa de integrar o elenco das mulheres “honestas” e respeitáveis, via casamento (Aurora), até a imagem paradoxalmente simétrica inversa da protagonista Silene, “a santa de vitral de igreja”, em defesa de quem todas as demais irmãs se prostituem para assegurar-lhe um bom casamento, mas que ao engravidar de um homem casado tem, de acordo com os valores morais hipocritamente mantidos pela família, o seu papel social redimensionado: de virgem à prostituta, de Nossa Senhora a Madalena.

Gravitando em torno dessas duas figuras antípodas e complementares, o elenco da peça forja ainda outras máscaras sociais para as personagens: a da homossexual Arlete, que recorre ao lesbianismo como forma de resistência à prostituição e à opressão masculina, a da médium vidente, Hilda, também prostituta como as demais irmãs e a da aparentemente recatada e virtuosa dona de casa e mãe de família, D. Aracy, cuja submissão ao marido e rejeição sexual por parte deste eclode nos desenhos pornográficos feitos por ela na porta do banheiro onde reside com a família.

Ao mesmo tempo em que focaliza essas representações, a pesquisa incide sobre o universo do trabalho feminino fora de casa, subalterno e mal remunerado, tematizado na peça.. Tema tardio, no dizer de Petra, mas nem por isso excluído da dramaturgia do autor, fazendo-se presente em duas de suas obras: a de 1958, ora estudada, e Bonitinha, mas ordinária (1961), ao lado da mais antiga forma de trabalho destinado à mulher: à prostituição, dramatizada desde suas primeiras peças.

As mulheres de Nelson: representações sociais das mulheres em Os sete gatinhos não é, entretanto, um estudo conteudista. A análise da condição social e dos dramas existências femininos, que termina apontando, na conclusão da pesquisa, para a denúncia dos papéis estereotipados delegados sobretudo à mulher, mas também ao homem, na sociedade burguesa/ patriarcal, corre pari passo ao enfoque dos procedimentos cênicos acionados na dramatização do texto. Procedimentos estes recorrentemente utilizados na dramaturgia rodriguiana, contribuindo para a inovação técnico-formal do teatro brasileiro.

Ao lado dos recursos cenográficos, estéticos e temáticos, o ensaio destaca ainda a singular posição do dramaturgo na história do teatro no país, onde surge no início da década de quarenta com a “farsa” A mulher sem pecados (1941), que, encenada em 1942, não logrou grande sucesso de público, só alcançado com a peça seguinte, Vestido de noiva (1943), marco do teatro moderno nacional, e cuja aceitação retumbante de crítica e público foi atribuída, conforme alguns polemistas, entre os quais se destaca Oswald de Andrade, ao seu diretor Ziembinski.

O texto de Petra examina detidamente a trajetória dessa dramaturgia, escrita entre 1941 e 1978. Assinala suas características, seu contexto de produção e recepção. Registra o deslocamento de foco que empreende em relação ao teatro em voga na década de cinqüenta: o revolucionário Teatro de Arena, de Gianfrancesco Guarnieri, com sua denúncia da exploração do proletariado urbano, das injustiças e desigualdades sociais (Eles não usam black-tie); o Grupo Experimental e a Oficina, de Zé Celso (A incubadeira), expressões da vanguarda teatral aclamada em 1958, ano da encenação de Os sete gatinhos. Peça, cuja mudança de perspectiva face àquela outra produção teatral do momento e cuja avaliação por parte dos especialistas — mediada pelo parâmetro de qualidade de obras anteriores do autor, a exemplo de Vestido de noiva — divide a opinião da crítica , embora tenha obtido “um sucesso estrondoso de público”.

Neste mês de dezembro em que se registram os vinte e cinco anos de morte de Nelson Rodrigues, nada mais celebrativo à vida e, sobretudo, à obra do autor do que apresentar para o público esse significativo estudo onde Petra Ramalho Souto, ao resgatar uma das peças menos estudadas do dramaturgo, ilumina por tabela toda a sua produção literária.

Em conseqüência, o livro que ora é aqui lançado, não constitui apenas um ritual de passagem na trajetória acadêmica da ensaísta. Destina-se a ocupar, desde agora, um lugar de destaque na bibliografia crítica daquele que, não obstante a controvérsia que envolve sua dramaturgia, é hoje reconhecido entre nós e internacionalmente como o fundador do moderno teatro brasileiro.

João Pessoa, dezembro de 2005.


O QUE DIZ O POSFÁCIO DO LIVRO DE PETRA RAMALHO SOUTO


Duas gatinhas (ao tempo, dizia-se brotinhos)
de biquíni observam Nelson Rodrigues passeando de
terno na calçadinha da praia de Copacabana, no Rio
de Janeiro. [Esta foto, que serviu de base para a composição
da capa do livro de Petra Ramalho Souto, é de autoria de Amiucci Gallo/Abril Imagens
]

O POSFÁCIO DO LIVRO DE PETRA

Para o Posfácio do livro de Petra sobre as mulheres de Nelson Rodrigues, o escritor, jornalista e editor Evandro da Nóbrega escreveu, a pedido da Autora, o seguinte texto:

A pedrinha que adoramos ter no sapato

Evandro da Nóbrega
escritor, jornalista, editor
[evandro.da.nobrega@gmail.com]


Quando a gente diz que Petra Ramalho Souto vive numa roda-viva, ela nos olha candidamente incrédula, em clara reprovação. Mas é isto aí. Não se sabe como acha tempo, energia para dar conta de tantas atividades simultâneas. Apenas larga a sorridente incredulidade para tornar-se algo brava, impaciente, quando, lápis e papel à mão, ou enumerando nos dedos, tentamos contabilizar seus projetos pessoais e coletivos, lado a lado com outras múltiplas facetas: Mestra em Teoria Literária, escritora, jornalista, articulista, entrevistadora, crítica de Teatro, teatróloga em processo de ser dramaturga, atriz, professora de inglês, docente de Literatura Inglesa, bailarina, declamadora — e até cantora, se instada.


Leiam o abaixo, please, a ver se concordam conosco. Dará vertigens em seres mais acomodados acompanhar a trajetória da aparentemente frágil Petra pelas cenas intelectuais e artísticas de João Pessoa, Campina Grande, Florianópolis, Brasília, Niterói, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Natal, Anitápolis... E ainda encontra brechas nas multicordas de seu intracósmico espaço-tempo para organizar e apresentar, com ou sem a amiga Suzy Lopes, saraus literários para o Empório Café, o Bar Mr. Caipira, o Parahyba Café, o Bar Palafita e outras inefáveis caves de nossos poetas & seresteiros.


Face a essa miríade de qualificações, é justo que os mais antigos, como o degas aqui, passem-lhe o bastão e lhe abram caminho — que a moça ainda tem muito o que oferecer à Cultura paraibana. Tal figura ímpar é quem lança este livro, As mulheres de Nelson: representações sociais das mulheres na obra dramática de Nelson Rodrigues, pela Editora Idéia, de Magno & Marcus Nicolau.

Petra Ramalho Souto nasceu a 2/12/1976, em João Pessoa, PB, filha dos queridos Petrônio Souto (jornalista) e Sânia Ramalho Souto. Alfabetizou-se na Escolinha de Arte Livre, onde aprendeu a arrumar as letras, já de forma lúdica e criativa, com a mestra/amiga Neusy Diniz. Aos 16 anos — enquanto se aperfeiçoava na Escola de Dança do Espaço Cultural “José Lins do Rego”, orientada por Rosa Cagliani —, iniciou estudos secundários na Escola Técnica Federal da Paraíba, atual Centro de Federal de Tecnologia (CEFET). Por influência da formação técnica, ingressaria no curso de Física do Campus I da UFPB, de que fez um ano, antes de se passar com armas, bagagens e entusiasmo para o curso de seu coração, Letras/Língua e Literatura Inglesa, graduando-se em 2000.

Em Florianópolis, iniciou Pós-Graduação em Psicologia Social. Voltou à capital paraibana em 2002 e se inscreveu no Mestrado em Teoria Literária da UFPE, aí pesquisando a dramaturgia de Nelson Rodrigues. Foi sua dissertação de Mestrado — concluída em 2004, aprovada com louvor e ora modificada para fins de publicação — que se tornou o livro que o leitor tem em mãos.

Iniciou-se em 2002 na prática teatral, participando de cursos e workshops com atores e grupo teatrais locais, nacionais e estrangeiros. Ao longo dos anos — construindo coisas aqui, ali e acolá, calma mas incansavelmente —, prosseguiu seu aperfeiçoamento em Teatro e atualmente exercita suas habilidades de improvisação no bar Mr. Caipira, durante os saraus do Projeto Literarte Musical, que promove juntamente com o jornalista Linaldo Guedes.

Entre outros cargos, exerce hoje os de diretora de Programação Cultural da Fundação Casa de José Américo; coordenadora do NEC-PB (Núcleo de Estudos Canadenses da Paraíba); e coordenadora geral do NEAC (Núcleo de Estudos e Atividades Culturais “Frida Kahlo”, em João Pessoa).


Entre suas atividades teatrais, contam-se trabalhos como atriz do grupo “Grupo Experimental de Teatro do Núcleo de Teatro Universitário” da (UFPB), atriz estagiária do Grupo Teatral Contratempo e autora/diretora/atriz do espetáculo Fragmentos de Frida, realizado pelo Grupo Teatral Bacantes da Philipéia e indicado à premiação nas categorias “Melhor Texto”, “Melhor Maquiagem” e “Melhor Iluminação” no I Encontro Paraibano de Monólogos do Nordeste (João Pessoa, 2004).


No cinema, atuou como diretora de arte do curta-metragem Alma, de André Morais (2004), e atriz coadjuvante nos filmes Verme na alma, de Torquato Joel (1998), e Funesto de Carlos Dowling (1999).


Como bailarina participou dos Grupos de Dança Contemporânea da UFPB, dirigido por Guilherme Schulze, e do “Grupo de Dança e Improvisação/Vidança” da UFSC, liderado por Luciana Fiamoncini. Fez parte de comissões organizadoras de eventos, como o workshop
Managing ESP Approach in Large Classes” (UFPB, 1997), I Jornada Paraibana de Pesquisa em Língua Estrangeira (UFPB,1998), “50 anos sem Frida” (UFPB/Parahyba Café, 2004), “Festejando as Artes Plásticas” (João Pessoa, 2005) e “Centenário de Anayde Beiriz” (Sebo Cultural, João Pessoa, 2005).


Apresentou trabalhos científicos em eventos nacionais e internacionais, a exemplo do V Seminário Internacional de História da Literatura (PUC-RS, Porto Alegre, 2003); X Seminário Nacional Mulher & Literatura/I Seminário Internacional Mulher & Literatura (Hotel Ouro Branco, João Pessoa, 2003); VIII Congresso Internacional ABRALIC 2002: Mediações (UFMG, Belo Horizonte, 2002); e II Jornada Interacional sobre Representações Sociais (Florianópolis, 2001).


Dentre artigos publicados em livros, citem-se “As mulheres de Nelson: Leitura d'Os sete gatinhos” (in MACIEL, Diógenes André Vieira, ANDRADE, Valéria. Por uma militância teatral: estudos de dramaturgia brasileira do século XX, Campina Grande: Editora Bagagem, 2005); e “A professora em foco: A categoria professora nas representações sociais de licenciandas em Pedagogia” (in ANDRADE, Fernando César B. de, SANTOS, Carmen Sevilla G. dos. Representações sociais e formação do educador: revelando intersecções do discurso, João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2003), este escrito em parceria com seus orientadores e colegas bolsistas.


Como jornalista, tem atuado sobretudo em A União e no Correio das Artes, escrevendo artigos, publicando entrevistas com grandes nomes locais e nacionais (Lourdes Ramalho, Zezita Mattos, Pedro Paulo Rangel, entre outros).


Escolheu a dramaturgia de Lourdes Ramalho como objeto de estudo para sua próxima empreitada: o Doutorado em Teatro.

Ufa!

O QUE DIZ A ORELHA DO LIVRO DE PETRA

Petra Ramalho Souto,
numa performance no Parahyba Café,
em foto de Guy Joseph

A ORELHA DO LIVRO DE PETRA

Também a orelha do livro de Petra Ramalho Souto, com um resumo de sua biografia intelectual, é de autoria do escritor Evandro da Nóbrega, nos seguintes termos:

QUEM É PETRA

RAMALHO SOUTO,

A AUTORA DESTE LIVRO

Petra Ramalho Souto [petraramalho@gmail.com] nasceu a 21/12/1976, em João Pessoa, PB, filha de Petrônio Souto (jornalista) e Sânia Maria Ramalho Souto (administradora). Alfabetizou-se na Escolinha de Arte Livre, onde aprendeu a arrumar as letras com a mestra e amiga Neusy Diniz. Aos 16 anos iniciou o curso de Eletrotécnica na Escola Técnica Federal da Paraíba, atual Centro de Federal de Tecnologia. Por influência dessa formação, ingressaria no curso de Física do Campus I da UFPB antes de se passar para o curso de seu coração, Letras/Língua e Literatura Inglesa, graduando-se em 2000.

Residiu em Florianópolis, quando iniciou o Mestrado em Psicologia Social. Em 2002, iniciou o Mestrado em Teoria Literária da UFPE, aí realizando pesquisa sobre a dramaturgia de Nelson Rodrigues. Foi sua dissertação de Mestrado — defendida e aprovada em 2004 — que se tornou o livro que o leitor tem em mãos.

Em 2002 iniciou-se na prática teatral. Ao longo dos anos vem aperfeiçoando suas habilidades nos saraus do Projeto Literarte Musical que promove em João Pessoa juntamente com o jornalista Linaldo Guedes e em oficinas de teatro e dança.

Dentre artigos publicados em livros, podemos citar “As mulheres de Nelson: Leitura d'Os sete gatinhos” (in MACIEL, Diógenes André Vieira, ANDRADE, Valéria. Por uma militância teatral: estudos de dramaturgia brasileira do século XX, Campina Grande: Editora Bagagem, 2005) e, “A professora em foco: A categoria professora nas representações sociais de licenciandas em Pedagogia” (in ANDRADE, Fernando César B. de, SANTOS, Carmen Sevilla G. dos. Representações sociais e formação do educador: revelando intersecções do discurso, João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2003), este escrito em parceria com seus orientadores e colegas bolsistas.

É colaboradora do jornal A União e do suplemento cultural Correio das Artes. Neles publica artigos sobre teatro e entrevistas com grandes nomes das artes cênicas, a exemplo de Lourdes Ramalho, Zezita Mattos e Pedro Paulo Rangel.

Escolheu a dramaturgia de Lourdes Ramalho como objeto de estudo para sua próxima empreitada: o Doutorado em Teatro.

Atualmente, exerce os cargos de diretora de Programação Cultural da Fundação Casa de José Américo, coordenadora do Núcleo de Estudos Canadenses da Paraíba e coordenadora geral do Núcleo de Estudos e Atividades Culturais Frida Kahlo.

Friday, December 09, 2005

NO ANIVERSÁRIO DE REGINA BARACUHY

Regina Baracuhy,
em foto obtida em sua página
do Orkut, no URL
www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11038075278328188115


DEPOIMENTO DE
EVANDRO DA NÓBREGA,
(RE)ESCRITO PARA MARCAR A PASSAGEM
DO ANIVERSÁRIO DE
REGINA BARACUHY
NESTE 8 DE DEZEMBRO DE 2005


Bem, este profile ou depoimento foi (re)escrito à guisa de homenagem ao transcurso do aniversário, em 8 de dezembro de 2005, da grande figura humana que é MARIA REGINA BARACUHY DE PAIVA LEITE, filha de meu saudoso amigo Celso de Paiva Leite e de minha digna amiga Marlene Baracuhy de Paiva Leite.

Como não foi ainda possível colocar o profile no lugar correto, vale dizer, no Orkut da Regina Baracuhy, ele é postado aqui, no meu blogger, à espera de que um dia atinja seu orkutal destino.

Mas vamos, please, ao depoimento:

Neta do Desembargador Braz Baracuhy;

filha do professor Celso de Paiva Leite e
da Dra. Marlene Baracuhy de Paiva Leite;

sobrinha do insigne diplomata Cleantho de Paiva Leite, cujo trabalho no Exterior e no Brasil tanto influiu sobre a vida pública nacional;

sobrinha também de Cláudio de Paiva Leite
(que, à sua maneira e regionalmente, fez-se também diplomata e gentleman);

irmã do diplomata e escritor Braz da Costa Baracuhy Neto, autor de um trabalho sobre a Diplomacia trilateral que li com muito gosto, como todos haverão de ler um dia, quando finalmente sair sob a forma de livro de larga distribuição;

— bem, quero dizer que Regina Baracuhy já nasceu com toda essa carga de excepcional DNA.

Mas com isto não se contentou — não quis se contentar com isto.

Estudou, leu muito, procurou a formação correta e pode hoje adentrar com orgulho o Auditório "Celso de Paiva Leite" do CCSA - Centro de Ciências Sociais Aplicadas; o Tribunal de Justiça do Estado, que o avô presidiu e onde por muitos anos floresceu o espírito generoso do Secretário-Geral Celso de Paiva Leite (o título era apenas "Secretário", desde fins do século XIX, mas eu, informalmente, o troquei na Imprensa por "Secretário-Geral" e o saudoso Celso, claro, não reclamou — muito pelo contrário!... — e o título, juro, foi "oficializado" até os dias que correm!).

Conhecendo Regina tão insuficientemente, atrevo-me a ser o primeiro a dar um depoimento sobre ela, aqui, em sua página do Orkut, por intuir pelo menos parte de sua herança biológico-cultural.

Não é à toa que, em todos os ambientes, sempre está "friendly and well-humoured".

Sagitariana, tem uma curiosidade insaciável, a ponderação, a alegria de viver; mutável por natureza, gosta de conhecer lugares e coisas novas; não é preciso dizer uma coisa a ela duas vezes — freqüentemente, quando Você vai dizendo, ela já vai pegando no ar.

Tem todas as qualidades das sagitarianas (e não sou poucas, estas qualidades), sem nenhum dos defeitos que talvez marquem essas mulheres "armadas de arco e flecha", que é o que quer dizer o latim saggitariu, originalmente.

Na prática da Astronomia (a Ciência, não a Astronomia), Sagitário vem a ser "a nona constelação do Zodíaco, situada ao sul do equador celeste, entre Ofiúco e Capricórnio, e compreendida entre as ascensões retas de 17h41min e 20h25min e entre as declinações de -11,8º e -45,4º", como se lê em qualquer manual mais básico.

Mas, se Vocês se ligam não em Astronomia, mas em Astrologia, saibam todos quantos este virem que o nono signo do Zodíaco diz respeito aos que nascem entre 22 de novembro e 21 de dezembro, sendo o caso da REGINA BARACUHY, que chegou ao Mundo num 8 de dezembro.

Se ela chorava, para em haustos encher seus pequeninos pulmões, o Mundo nem queria saber disto: ria-se de contentamento, à visão dela, a pequena bela, sadia, encantadora guria.

A menina REGINA cresceu, virou teen, fez-se moça, transformou-se em mulher, e, de temperamento algo subjetivo, filosófico, pensativo, perdeu um pouco daquelas ilusões muito "aéreas" da adolescência e do excesso de confiança que lhe marcou a meninice.

Mas manteve o amor pelos livros, pelo estudo, pela música, pelas biografias, pelos contos, novelas e romances impossíveis, desde que escritos pelos grandes mestres.

Pura de coração, algo sonhadora, imaginativa, idealista, compreensiva, determinada, intelectualmente muito ativa, líder nata, às vezes (raramente) se mostra algo nervosa e impaciente.

Mas se manteve fiel aos sonhos de criança e a seu natural senso de justiça e de respeito pelos direitos dos demais.

Também é fiel ao cinema, aos esportes e à dança, às caminhadas ao ar mais livre possível (que é junto ao mar), à enogastronomia...

Por detestar barulho, voltou-se desde menina/adolescente para a bossa-nova, o jazz e o soul, a música clássica, o reggae, a música romântica americana e/ou brasileira.

Não se engancha com coisas pequenas, não.

E, por sua natural bondade, todos os amigos lhe perdoam o fato de, por vezes, complicar o que por si só não é complicado...

Depoimento de DRUZZ
[Evandro da Nóbrega, escritor, jornalista, editor],
"... ad radices castro Anofrice, apud Galicia..."

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Sunday, December 04, 2005

PARA VIVI XAVIER (VIVIXIS), EM SEUS 19 ANOS

A multitalentosa e hipersempissoridente Viviane Xavier (Vivi Xavier ou simplesmente ViviXis, como é universalmente conhecida), abraça o cunhado (o músico, compositor e instrumentista Ely Porto), observado pela irmã Silvinha (Silvia Xavier, Silvinha Xis), dançarina, bailarina e professora de dança; e pela mãe, Rosângela Xavier (Rosângela Xis), uma das responsáveis pela Casa do Livro, grande livraria universitária do campus I da UFPB. A foto acima foi retirada do fotoblog de Vivi Xavier [www.fotolog.net/vivixis].

VERSOS DE CORDEL DE
EVANDRO DA NÓBREGA
PARA VIVIANE XAVIER
(VIVI XAVIER, VIVIXIS),
QUE VEM DE COMPLETAR
SEUS DEZENOVE ANINHOS


versos originalmente publicados no Orkut da ViviXis, isto é, no URL
www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2332555830691224798


Dando uma de Neruda

eu "Confesso que vivi"
pois a Vivi inda eu vi
quando guria e miúda.
A menina o tempo muda
em aborrescente feliz;
a moça vira mulher,
Viviane ou "Vivi Xis",
dançarina, gente, atriz,
será tudo o que quiser.

Menina, moça, mulher?
Não sei se vi a Vivi
ou se foi Vivi que vi.
Só sei que um raio é,
é coisa de humor e fé,
energia, cor, Brasis,
sorriso, tez que abala,
mil vôos de colibris...
Não houvera Vivi Xis,
preciso era inventá-la.

Ela, no palco ou na sala,
na escola, rua ou piscina,
só nos dá a genuína
alegria que embala.
E quando então ela fala
das Artes com entusiasmo
e da Vida com respeito,
chega nos dá um espasmo,
desaparece o marasmo,
vê-se que o Mundo tem jeito.

Um dia tomei a peito
descobrir qual a origem
do nome dela, que é Virgem,
o seu signo por direito.
Foi no Latim, com efeito,
e disto ninguém duvida,
que a explicação reli:
"Viviane" é "tão garrida",
é "plena de força e vida"
— nasceu pra líder a Vivi.

Evandro da Nóbrega [Druzz],
escritor, jornalista, editor
[..."ad radices castro Anofrice, apud Galicia...."]
__________________________________

A "BÍBLIA ERÓTICA" SAI NA ALEMANHA

imagem retirada do URL
www.bibelkalender.de

Evandro da Nóbrega (PB):

A BÍBLIA ERÓTICA:
"Akt wie Gott sie schuf!" [= "A nudez como Deus a criou!"]

publicado originalmente no URL
www.cordelonline.com.br/bibliaerotica.htm


EVANDRO DA NÓBREGA COMENTA EM
CORDEL O CALENDÁRIO 2006 DA "BÍBLIA ERÓTICA"
LANÇADA POR UM GRUPO DE JOVENS
PROTESTANTES ALEMÃES


Fui olhar a Bíblia erótica,
vi o maior escarcéu:
começa com Jesus nu
batizado a aberto céu;
Miriam dança pelada,
Salomé baila sem véu.

Como prostituta ao léu,
Raab mostra o "raabo".
Descabelando Sansão,
Dalila pinta o diabo.
Mulher e filhas de Lot
aparecem em antro brabo.

Bem juntinho dum lavabo,
para as delícias do Cão,
Betsabá toma seu banho,
fazendo o maior sabão.
No sacrifício de Isaque,
o que abunda é bundão.

E tando a fim o povão
de a mulher apedrejar,
o nu está tão presente,
tendo Jesus que a salvar.
Nua também Eva leva
a maçã pro Adão pecar.

Em alemão lá está:
"corpo nu é Deus quem faz",
"Akt wie Gott sie schuf!"
— nudez artística jamais
pode chocar o cristão,
mesmo que seja em vitrais.

A capa traz, ademais,
Eva nua ante o altar...
Vê-se uma Côrte mundana
onde há nu pra estrompar...
Mas não tinha a Bíblia um dia
que as calcinhas tirar?!

Monday, November 14, 2005

ROENDO PEDAÇOS DO BOLO DE ANIVERSÁRIO


ESTA É A RATINHA DA RAYSSA

Enquanto minha bela amiguinha Rayssa faz as lições de casa, à mesa de trabalho, sua ratinha ("Bijou") fica roendo uns pedaços de queijo que a estudiosa menina coloca perto dos cadernos, livros e outros materiais escolares. Na foto acima, porém, o animalzinho está se alimentando de nacos do bolo de aniversário da Rayssa, que fez anos neste final de semana. Para saberem quem é Rayssa (que acaba de completar 10 anos), Vocês precisam ler a legenda maior, sob a terceira foto deste grupo, lá em baixo. E não temam pela saúde de Rayssa: sua ratinha, ratinho, hamster — ou seja lá que animal for — é perfeitamente saudável, limpo, cuidado por veterinários, medicado por especialistas e por demais mimado pela dona, que lhe dá vários banhos ao dia, além de mantê-lo sempre em ambiente asseado. E parece que Rayssa, quando mais conhece da vida, mais ama esse pequeno roedor!

AINDA DO ANIVERSÁRIO DE RAYSSA

RAYSSA & SUA QUERIDA RATINHA
Para saber quem é a minha bela amiguinha Rayssa, leiam a legenda maior, sob a foto abaixo. Aqui, Rayssa, de 10 anos de idade, é vista acariciando e mostrando sua querida ratinha (ou não será um ratinho ou hamster? não deu para saber). Ela só se separa do bichinho quando vai para a escola ou na hora de dormir (mas passa uma meia hora se despedindo desse brinquedo vivo, limpíssimo e branquíssimo). Em casa, Rayssa até estuda as lições sob as vistas do inteligente & simpático animalzinho, que fica roendo uns pedaços de queijo de antemão colocados à mesa de estudos por sua zelosa dona. Ela não troca seu ratim ou ratinha nem mesmo por todos os brinquedos do Mundo que lhe puderem ser oferecidos!

FOTOGRAFEI O NIVER DA RAYSSA

DEZ ANOS DE RAYSSA
Esta do centro é minha bela amiguinha Rayssa, que acaba de completar dez anos de idade. É vista ladeada pela mãe, Ângela, e por seu pai, o artista plástico, designer e professor da UFPB Chico Pereira (Francisco Pereira da Silva Júnior), ex-secretário de Cultura da Paraíba e especialista em História da Arte. Posso dizer que conheço Rayssa desde quando ainda se encontrava na barriga da mãe, recebendo de nós todos (Ângela, Chico e eu) toneladas de sorvete, além da alimentação normal da mãe então gestante. Rayssa nasceu forte e saudabilíssima e hoje esbanja energia na escola e nas brincadeiras com os irmãos. É também muito estudiosa, o que agrada sobremaneira ao "tio", que vem a ser o degas aqui.

[Para ver qualquer destas fotos AMPLIADA, basta clicar nelas]

ARTIGO DE 2000 SOBRE O SAUDOSO JOSÉ SOARES NUTO


Coluna Evandro da Nóbrega

sábado, 5 de fevereiro de 2000

Jornal O Norte – 3ª. página do Caderno Show


José Soares Nuto
Atrás das Grades


Ínclitos procuradores da municipalidade serrana julgaram de bom alvedrio solicitar por via judicial o encarceramento do mui pacato titular dos negócios fazendários tabajarinos, Dr. Soares Nuto, há décadas havido como autoridade não apenas imexível quanto de comportamento público e privado absolutamente regrado pelo mais estrito acatamento à Lei.

Razões de monta devem assistir aos nobres juristas borborêmicos, ou de outra forma não recorreriam ao drástico remédio legal, ameaçando colocar atrás das grades o honrado cidadão que equilibra e faz render nosso ralo erário.

Sem perquirir o mérito da questão, suponhamos que vingasse a idéia — e o insigne Lord Exchecker provincial José Soares Nuto fosse mesmo obrigado, debaixo de vara, à contingência de ir bater à enxovia.

Pindobal, Juizado de Menores, Febemaa, Penitenciária Máxima de Mangabeira, casa de correção, Detenção do Róger, solitária, Fernando de Noronha, algemas, galés, farda listrada com número bordado ao peito — ah, isto nem pensar!

Afinal, trata-se de pessoa com instrução superior, gozando do privilégio da prisão especial. Reservar-se-lhe-ia sala livre no Quartel da PM, para mútuo constrangimento do venerável detento e do jovem comandante Ramilton Cordeiro. Afinal, são colegas de secretariado.

Necessitar-se-ia dum carcereiro também especial — um oficial hábil em balancetes e temas que tais, que pudesse manter papo civilizado com o novel cativo, posto a ferros del Rey. Ou remanejar-se-ia para esse posto de guardião o versátil Deoclécio Moura, com a vantagem de entender de auditorias, despesas, receitas et alia?

Com pouco mais, chegariam Pedro Adelson e Adalberto Targino, para checar praxes de segurança e política carcerária. Um consternado Antônio Fernandes, da Administração, comunicaria ao ilustre encarcerado o corte de seu ponto, por ausência ao trabalho — ele, que jamais faltou ao expediente, em 31 anos de BNB e sabe-se quantos decênios como titular de secretarias financeiras aqui e alhures.

Problema iriam ter o Itapuan Botto e o Cerimonial palaciano, tentando saber se deveria ou não o Governador aluir-se da majestade do cargo para visitar no xadrez, em caráter de cortesia, o emérito amigo enclausurado, ou se deveria enviar o diplomático Vice-Governador Roberto Paulino em mais uma difícil missão política — coisa que o saber jurídico de Roosevelt Vita resolveria duma penada.

Com seu habitual cavalheirismo, Luiz Augusto Crispim não teria dificuldades em explicar aos rapazes da Imprensa que não deviam fotografar ou filmar o inesperado detenu no ato de ver o sol nascer quadrado — mercê lei estadual que coíbe imagens de acusados em jornais e tv, antes de sentença condenatória transitada em julgado.

O enérgico procurador João Fernandes Filho lembraria, jurisprudência em punho, ter aprovado há anos, no Judiciário, dispositivo impeditivo da prisão, mesmo administrativa, de autoridades processadas por dá-cá-aquela-palha.

A essa altura, ter-se-ia escalado o Detran para organizar diante do QG a leva de ex-colegas de banco do egrégio presidiário, vindos de Fortaleza, Recife e outras cidades, para solidarizarem-se com o recluso — que, por seus hábitos morigerados bem que poderia habitar algum bispado, abadia ou mosteiro, não o xilindró.

E como assistiria ele à missa dominical, que não perde?

Onde comungaria?

Chamariam o capelão Eurivaldo Tavares, para oficiar no próprio alojamento, prestando-lhe assistência espiritual?

Carlos Pereira, Damião Ramos, Chico Pereira, Sales Gaudêncio e outros chegariam com frutas, sim, mas também com as últimas edições do Diário Oficial e resoluções do Confaz.

Atroz dúvida perpassaria os espíritos — e se atrasar a folha de pagamento, à míngua da já consuetudinária assinatura do ora enjaulado?

Para esse Nuto em cativeiro não valeria a ordem de apagar a luz da cela a partir das 22 h. Oficiais e praças estarrecer-se-iam ao ver que o homem, indo dormir às 20 h, após devorar relatórios de deves & haveres, acorda sempre e religiosamente por volta das 23 h, para continuar essas leituras, voltando a adormecer às 3 da madrugada, para acordar de novo às 4 e retomar o trabalho.

O que não poderia é o tal custodiado da Justiça, como o faz de normal, largar-se para a repartição às 7 h da matina, face às implícitas restrições ao seu direito de ir & vir. Mas o solidário colega secretário, o Dr. Mário Silveira, invariavelmente com ele estaria logo cedo, na cela, para discutir o andamento das privatizações e temas outros que conjuntamente tocam. E Nuto desabafando: “Oh, Mário, bem que muitas vezes roguei ao governador José Maranhão dispensar-me deste espinhoso cargo!”.

Na cela, nada de muambas de fumo, bebida... O preso em questão, quando adolescente, experimentou meia dose de uísque, pegou baita enxaqueca e nunca mais tocou em álcool. Conceder-lhe-iam, na cela, a presença regular e confortadora de Dª. Janete, vez que direito de visita assegura-se até aos mais desalmados criminosos? Com apenado assim, desnecessários cadeados e ferrolhos.

Nem a mente mais fantasiosa imaginaria Dr. Nuto, no negror da noite, descendo da janela da masmorra por um “alvará-de-soltura” — não aquele dos magistrados, mas os lençóis atados pelos quais se desliza muros abaixo.

Quanto tempo passaria Nuto na prisão? Tempo suficiente para gracilianamente escrever suas “Memórias do Cárcere do Ponto de Vista Econômico-Financeiro, Contábil, Fiscal e Administrativo”.

Habeas corpus, Nute!